Reflexões

Reflexões

Eu mudei muito nos últimos meses. Sério, sou outra pessoa. E gosto mais de quem sou hoje.

O bom de ter mudado tanto é que eu era uma pessoa quase oposta ao que eu era antes e isso me torna muito tolerante. Porque eu posso não beber, mas já bebi. Não fumar, mas sinto falta, confesso. Não ser crente, mas já ter sido evangélica um dia. Posso ser vaidosa hoje, mas isso até eu estranho.

Meus preconceitos diminuem e meus horizontes aumentam.


Outro dia ouvi uma mulher no ônibus falando de como era absurdo isso de ter filhos jovem, com até 25 anos.

E que mesmo depois disso tem dores, parto, corpo deformado, gastos, responsabilidades, etc e tal.

Só que ela parecia uma adolescente repetindo o discurso da mãe desesperada pelo medo de uma gravidez precoce.

Não que deva ser muito legal ficar grávida ou que isso deva ser feito precocemente. Mas pode ser que ouvimos tanto o mesmo discurso quando mais novas que, se pá, nem é toda essa tempestade em copo d’água.


Tava falando com a Dani Pimentel sobre roupas curtas e esmaltes vermelhos, essas coisas. Como antes eu achava coisa de vadia e agora não acho nada demais.

Na verdade, com o passar do tempo, comecei a notar que chamar mulheres de vadias só porque elas são magras, bonitas, usam salto e roupa curta numa balada não faz muito sentido – além de estar com inveja por ser gordinha e descoordenada.

Só faz sentido chamar uma mulher de vadia se… se ela tem mais de um homem? Não sei, eu só sou monogâmica por ser ciumenta, não pela lógica.

Por ser prostituta? Qual o masculino de puta, go go boy? E ser go go boy tudo bem, mas ser puta é a coisa mais baixa e horrível que uma mulher pode ser?

Não que seja legal vender o corpo por dinheiro. Mas vendem a alma por qualquer trocado…

Sei lá, ainda tô digerindo essas coisas. Com a minha boca pintada de batom vermelho.

7 comments

  1. Não que seja legal vender o corpo por dinheiro. Mas vendem a alma por qualquer trocado…

    Acho melhor, mais humano, mais… como dizer? Melhor pra qualidade de vida? Enfim. Acho melhor alugar (porque não é venda; o corpo é meu e faço com ele o que eu quiser) o corpo do que desentupir privada, ser empregada de patroa marrenta, recolher lixo, lavar fossa ou qualquer outro trabalho degradante que existe por aí. Digo até que se eu fosse minimamente apresentável e tivesse carisma, muito provavelmente não estaria na profissão que escolhi.

  2. “Na verdade, com o passar do tempo, comecei a notar que chamar mulheres de vadias só porque elas são magras, bonitas, usam salto e roupa curta numa balada não faz muito sentido – além de estar com inveja por ser gordinha e descoordenada.”

    E será que não dá pra ser bonita sendo gordinha? Será que temos que morrer de inveja das magras sempre? Marta, você me deixou confusa, mas os texto está legal.

    Sobre gravidez: Eu engravidei aos 18 anos, já era “juntada” com meu namorado, fácil não foi, mas quer saber é tudo de bom e apesar dos 20 kg a mais que eu nunca consegui perder, eu não mudaria nada, porque é muito bom ter filho, e acho tão egoísta essas mulheres que esperam até os 30 e poucos pra ter filhos que me parece que elas não tem capacidade de “se doar” como mães.

    Abraço 🙂

    • Magina, eu adoro gordinhas e adoro ser gordinha :3 Mas antigamente eu tinha mais dificuldade com isso.

      E sobre gravidez, não é egoísmo não. Pelo contrário: quero estar mais madura pessoal e financeiramente para cuidar do meu filho. É que aqui em SP fazem um terrorismo contra engravidar cedo que a gente precisa tomar cuidado pra isso não ser mais forte que a vontade de ser mãe.

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