Jogo inclusivo: Rogue Legacy

Jogo inclusivo: Rogue Legacy

Quando a gente fala em jogo inclusivo metade da galera encolhe os ombros, dá uma arrepiada, respira fundo e espera que seja uma porcaria. Rogue Legacy existe para provar que jogos que contemplam minorias não precisam ser chatos ou mal-feitos.

Quem me apresentou foi meu amigo Lucas que chama o estilo do jogo de MetroidVânia (misturando Metroid com Casltelvania), mas não sei se ele fez isso pra me irritar porque detesto esse estilo de jogo. É daqueles jogos de plataforma que você vai morrer porque é difícil demais continuar. Aquelas fases que você tem de fazer mil vezes a mesma coisa, já que morre toda vez, e chegar naquele chefão impossível que você vai demorar dias pra derrotar. Pensando agora poderia chamar MetroidMegaManVania of evil and darkness.

Morro de preguiça dessas coisas, mas Rogue Legacy tem estratégias para superar esse sentimento de frustração que são bem interessantes:

  • O cenário é composto de telas que se apresentam de forma aleatória. Cada vez que você entra no castelo, ele está em outra disposição. Então você não precisa passar por coisas frustrantes na mesma ordem.
  • O personagem também muda – e aqui que entra o xis do jogo.

Em Rogue Legacy você é um guerreiro que precisa vencer os monstros do Castelo, Floresta, Torre e Porão para ganhar. Mas cada vez que você morre, vem outro guerreiro em seu lugar. Tem várias classes de guerreiros: magos, ninjas, bárbaros… Cada um deles com uma arma invocada por mana. Uma quantidade igual de personagens masculinos e femininos e… um monte de defeitos.

Temos personagens com déficit de atenção, miopia, astigmatismo, daltonismo, hiperatividade, savant e muitos outros. Às vezes isso muda sua percepção do jogo: no daltonismo, a tela fica em tons de cinza. Na hiperatividade você se mexe mais rápido. Quando o personagem é gay, não tem diferença nenhuma (o que eu adorei).

Misturando as habilidades do guerreiro, suas armas e seus “defeitos”, que são mais características, você tem mais chances de derrotar chefões específicos. E fica muito mais divertido.

Aqui em casa a gente comprou pra Steam em uma promoção (coloque na sua wishlist!) e joga com o controle do Xbox. Quando um morre, é a vez do outro. É bem divertido para jogar assim – e menos cansativo – mas já joguei sozinha por horas. É um jogo bem bacana para ver que nossos defeitos na verdade são apenas características. E que todos podemos ser heróis.

Se você quiser comprar, além do Steam tem também para várias outras plataformas. Roda em linux 😉 Vá lá no site do Rogue Legacy e escolha sua plataforma favorita. Divirta-se!

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