Deu saudade de blog

Deu saudade de blog

Essa semana eu tava lendo o blog da Lec e um dos posts dela tinha a tag Rotaroots. Fiquei bem curiosa e, quando fui ver, era um esquema de rotatividade de blogs, hahah. Para quem não sabe, antigamente não tinha facebook, o orkut veio depois; a gente tinha salas de bate-papo, ICQ e MSN no máximo e isso era bem focado em pessoas, não em conteúdo. Então os grandes blogueiros da época (e alguns donos de template-shops) faziam isso de banner rotativo: você cadastrava o seu e colocava o “selo” no seu blog. Todos os outros blogueiros faziam igual. Então seu blog aparecia no deles, e o deles no seu, aleatoriamente.

A blogosfera e a internet evoluíram, naturalmente. Nossos blogs pararam de ser sobre nosso dia-a-dia, nosso diário virtual, nossas agendas cheias de clipes e papéis de bala, para falar de coisas sérias. Afinal, com uma quantidade absurda de gente escrevendo, claro que ia se sobressair quem tivesse conteúdo relevante. E a gente amadureceu, também. Claro que o que eu escrevo aqui não é o que eu escrevia no meu blog antigo. (Pagando mico pela nostalgia: http://marta.zip.net/)

(pausa por meia hora porque encontrei um fotolog antigo e fiquei aqui sendo nostálgica).

Enfim.

Houve uma época que tinha esse sentimento de superioridade de mudar a linha editorial do blog para falar de coisas importantes. Confesso que ainda tenho isso com o Medium. Quando vou falar de algo polêmico, profundo, escrevo lá. Como se eu tivesse algum tipo de vergonha de ser, bem, isso que eu sou a maior parte do tempo.

Na verdade, tenho. E não quero continuar tendo.

Nos últimos anos fiz um trabalho intenso de auto-aceitação e amor próprio na parte física. Hoje em dia, mais do que nunca, me acho a maior gata. Anos atrás, quando eu era magra, eu editei minha foto na praia. Esse ano postei com orgulho, me achando verdadeiramente maravilhosa, mesmo consciente que o padrão não é esse – isso só não me aflige mais.

E agora, afim de lidar com as minhas crises diárias de flashs vergonhosos do meu passado, preciso encarar quem eu sou e gostar do que vejo. Acho que tudo bem eu não ser intelectual, madura, adulta, bem-resolvida. Estou com 27 anos e ainda não conheço nenhum adulto que seja. Os que são, ou é uma máscara, ou em sua maioria perdem sua capacidade de se aperfeiçoar, acreditando que já “chegaram lá”.

Eu nunca quero chegar lá.

Então estou… não regredindo, mas assumindo quem nunca deixei de ser. E me divertindo. Porque blog é pra ser divertido, senão não faz muito sentido.

 Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

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