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A tatuagem infeccionou

Quando fiz meus gatinhos fiquei toda feliz. Foi uma tatuagem espontânea e fiquei muito satisfeita com o estúdio e com o traço do tatuador. Só que, logo no começo da cicatrização, notei que tinha algo estranho.

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Tive de procurar a diferença entre infecção e inflamação. Inflamação é quando o corpo tenta reparar algo que está errado, o que é de se esperar em uma tatuagem, que é uma agressão à pele. Pode arder, coçar, ficar sensível e avermelhado no primeiro dia, mas até o terceiro deve melhorar. Infecção é quando tem um agente externo, como bactérias, vírus ou fungos. Aí não tem jeito: precisa de remédio para matar esses bichinhos.

Tentei tomar todos os cuidados que me foram passados (passar pomada, cobrir com plástico os primeiros dias) mas continuava ardendo muito. Quando passou uma semana e continuava ardendo, saindo pus e quente, sem nem sequer formar as casquinhas, voltei para o tatuador.

Ele disse que eu estava passando a pomada errada.

Isso não me deixou satisfeita então passei pela consultoria do Twitter, rs, que me disse a única coisa que vou recomendar nesse post: vá ao hospital. E eu fui.

Nem me deram nada para tomar lá. Me deram 7 dias de antibiótico (que só um médico pode prescrever, de qualquer forma) e me orientaram a manter o local limpo e seco. Isso fez as casquinhas sangrarem um pouco no primeiro dia. No terceiro, já estava tudo bem. E que a culpa não foi comida nem sol, foi sujeira mesmo. Seja do tatuador ou dos meus primeiros dias de cuidado.

Alguns pedaços vão ficar falhados. Meu medo era de fato deformar a imagem, mas parece que isso não vai acontecer.

Não culpo o profissional nem o estúdio; tanto que a tatuagem do Eduardo tá maravilhosa e não deu nada. Acho que tive “azar”. Se isso acontecer com você, vá ao pronto-socorro para que o médico lhe dê remédio. Infecção e antibiótico não são brincadeira.

Migração de servidor

Para quem não é da área, migrar de servidor é como fazer uma mudança: pegue seus arquivos da casa antiga e passe para a casa nova. Trabalhando com sites, esse processo tem alguns passos a mais. Teoricamente isso não deve dar qualquer diferença para quem acessa o Compulsive (tirando uma correção das URLs que parece não ter incomodado o Google). Aqui embaixo do capô, entretanto, fez. Esse é outro post meio nerd, dsclp.

Eu gostava do meu host passado. Gostava mesmo. Baratinho, suporte show de bola, uptime bacana, arquivos e transferência ilimitados. Só tinha espaço para um segundo domínio, mas ok. Estava com ele desde 2010. Recomendei para muitos clientes e amigos e tal.

Ele tinha algumas chatices, por exemplo, não aceitava conexões simultâneas via FTP. Era passivo e uma só, senão ele bloqueava seu IP e você tinha de entrar em contato para desbloquear. E vira e mexe recomendava instalar alguma coisa no WordPress por segurança, mas ok.

Pena que isso não adiantou de nada. Um virus invadiu um site de um cliente e a recomendação foi: peça um backup geral e mude de servidor. Eu fiquei “ué” mas disseram que essa era a forma mais fácil. Depois disso fiquei com um pé beeeem atrás. Comecei a recomendar outro host, mas renovei minha assinatura semestral porque ela vencia em novembro e eu estava sem cabeça para migrar nada.

Uma migração de 5 anos de arquivos não é para ser feita com pressa, de qualquer forma.

Depois de formatar meu computador e finalmente encontrar uma internet decente em Florianópolis (GVT é amor e vida), resolvi que tinha chegado a hora de migrar. Procurei host internacional, porque agora já tenho cartão de crédito né? E é bem mais barato. Achei (e estou usando) o MochaHost (plano Business), php, domínios ilimitados, arquivos ilimitados e banda ilimitada. Ele tem Ruby também. Pode vir a ser útil.

No host antigo eu tinha uma grande pasta importante: o “tudo”. Eu guardo coisas diversas no “tudo”, inclusive scripts e imagens que são usadas em outros sites. Essa parte foi fácil. Copiar e colar arquivos.

A parte do WordPress foi mais complicada. Veja, eu tenho esse blog desde 2006. Estamos em 2015, ano que vem faz 10 anos. Dez anos de blog. Cara, é uma vida. O processo padrão para migrar blogs é exportar um xml e importar no host novo. Mas não dava para fazer no meu caso, porque era grande demais.

Outra opção, mais simples, é exportar a base de dados MySQL e importar no host novo. Copia os arquivos e já era. Mas isso não era possível porque quis instalar o multisites do zero no host novo, para ter controle do meu domínio principal também. (no antigo eu tinha instalado mas o blog não fazia parte, então era meio inútil rs). Além disso eu não queria trazer tanto lixo da outra base. Cada plugin que já usei na vida estava lá.

O jeito foi instalar um plugin que me permitiu exportar períodos de tempo. Eu exportei de 4 em 4 meses e ia importando no host novo, trazendo imagens junto. Só quando acabou é que troquei os DNS. E demorou bastante para propagar (mais de hora).

Mais uma vez: não é o tipo de migração que acontece em cinco minutos. Levei alguns dias (só trabalhando à noite nisso né) para colocar a casa em ordem. Mas valeu a pena: o host está mais limpo, estável e seguro.

Aproveitei para atualizar minha homepage (feliz 1999) também. Não tô querendo freelar tão cedo e só coloquei lá alguns links de coisas que fiz ou de onde estou pela internet.

Qualquer erro que vocês virem por aí, me avisem 🙂

 

Macbuntu

Eu estava cansada do meu notebook. Tenho esse computador há uns dois anos e nunca tinha formatado completamente. Já tinha particionado, voltado a ter uma partição só, instalado o Windows8 (e depois o 8.1) em cima do 7, mas já fazia tempo que eu queria dar aquela formatada. Não queria mais Windows, porque é pesado demais, e como todos sabem achar drivers para hackintosh não é a coisa mais legal do mundo. Ubuntu é uma boa opção, porque é user-friendly o suficiente, apesar alguns pontos negativos.

Um grande problema com Ubuntu é a falta do Photoshop e do Illustrator, tanto como designer quanto como front-ender. Quando eu vi que o Inkscape me deixava editar PDF, me bastou para perder o medo: basta o designer exportar um arquivo como .pdf em vez de .psd. Outra ferramenta que tenho usado muito para coisas simples é o pixlr.com/editor, um “Photoshop” online. Além disso, graças a mudança não estou pegando freelas. Ironicamente, esse ano estou bem afastada da vida de designer.

Outro grande problema do Ubuntu é a falta de jogos. Mas o notebook do Eduardo é mais potente que o meu (i5 x i7) então estamos jogando a maioria das coisas nele. E o Steam tem as coisas que eu mais jogo (FTL, rs) para Ubuntu.

Algumas pessoas têm problemas com banco, mas só uso o celular para essas transações. O plugin acabava com a RAM do Windows de qualquer forma.

Com isso, estava claro que o Ubuntu era a opção.

Instalação básica

Gosto porque instalar Ubuntu hoje em dia é facílimo. Basta fazer um pendrive de boot, reiniciar o computador, next, next, next e pronto.

Eu não quis particionar, mas se você quiser pode ter Ubuntu e Windows no mesmo computador. Na tela de instalação tem uma interface gráfica para gerenciar partições. Adoro o futuro (antigamente criar partição em terminal era certeza de ferrar a trilha zero e nunca mais bootar o pc de novo 😀 #traumas).

Não sei se tive sorte ou não, mas depois da instalação ele pegou sozinho todos os drivers. Pegou o trackpad, monitor, rede e até som, que antigamente era mais chatinho. Precisei testar alguns teclados até encontrar o meu, mas não precisei baixar nada. Não testei impressora ainda.

Os programas que mais uso também foram fáceis de instalar pela própria central de aplicativos dele. Chromium (no lugar do chrome, mas vem com firefox instalado), skype, filezilla, sublime text 3, VLC e Spotify (que precisou ser instalado “por fora” porque é uma versão de testes, mas funciona 100%) são alguns exemplos.

Para instalar todos esses apps e muito mais é só abrir a “Central de Aplicativos” no launcher (primeiro ícone da barra lateral). Selecione o app e aperte o botão de instalar, sem mistérios.

apps

Acontece que tenho usado MacOS no trabalho, então algumas coisas me fizeram falta. Não quis transformar totalmente meu Ubuntu em um MacOs, só trazer alguns recursos. Se você quiser aqui tem um tutorial completo, em inglês. O resultado parece muito bom.

Personalização para Mac

Primeiro perca esse medo bobo do terminal. Ele não morde. “~” significa o root, sua pasta principal, o que seria o C:/. 99% dos comandos é só copiar e colar. Caso alguma coisa dê erro de permissão, escreva “sudo” na frente, e depois do enter ele vai pedir sua senha do Ubuntu.

Primeira coisa para testar se você não tem mais medo é instalar o tweak tool, que vamos usar depois.

sudo apt-get install gnome-tweak-tool

(dica: cole com ctrl+shift+v)

terminal

Existem tutoriais completos de como transformar o Ubuntu o mais parecido possível em um Mac OS, mas quando comecei nem pensei nisso. Só pensei em coisas que estavam me fazendo falta e tinha no MacOs, que foram:

Hot Corners

Lembra que acabamos de instalar o tweak-unit-tool? Vamos usar agora. Mas ele tem uma interface mais fácil de usar. Nos programas (primeiro ícone da barra lateral ou Alt+Alt) procure “Ferramenta de ajuste do Unity”

ferr unity

Aí vá em “Gerenciador de Janelas > Atalho de cantos” e configure.

 

A interface é igualzinha a do MacOS e não precisa fazer nada demais. Basta selecionar o que você quer que aconteça.

Note que uma das opções já é exibir os programas abertos.

tudoaberto

Multi-desktop

Isso vem padrão no Ubuntu 🙂 Você habilita no painel de controle. Depois mexe de novo na ferramenta acima para usar em um dos cantos. O atalho para mudar de tela é igual do Mac: Ctrl + Alt + seta pro lado, pra cima, pra baixo, de acordo onde estiver o desktop.

mtos-desks

Spotlight

Para emular a lupa que tudo encontra no Mac, usei o Mutate. No terminal, digite

sudo add-apt-repository ppa:mutate/ppa
sudo apt-get update
sudo apt-get install mutate

É só isso. A lupa vai aparecer no canto superior e funciona igualzinho o spotlight: busca arquivos e programas, ainda faz contas, mostra palavras traduzidas e busca na internet, se você configurar.

mutate

(não consegui tirar print do meu Mutate então esse é do site deles.)

Printscreen do Mac

No Windows o único printscreen é da tela toda. No Mac você pode selecionar um pedaço da tela ou tirar da tela toda.

No Ubuntu isso também é padrão! As teclas de atalho são:

  • Printscreen para tela toda.
  • Alt+Printscreen para a janela atual
  • Shift+Prinscreen para selecionar um pedaço.

Nas três opções ele abre uma janela que permite que você salve o arquivo diretamente ou copiar para a área de transferência.

Eu tenho usado uma extensão do Chrome, Awesome Screenshot, para quando preciso cortar ou editar uns pedaços de imagens. Clicando nela e em “Upload file” você consegue editar qualquer imagem. É bom para cortar ou marcar.

Dock

Usei o Docky. Para instalar use:

sudo apt-get install docky

Depois você precisa abrir no gerenciador de arquivos (busque por Docky) só da primeira vez e, no painel de controle, ocultar a barra lateral.

dock

De qualquer forma quase não uso o Dock depois do Spotlight.

E já que fiz tudo isso…

Tema

Usei o Zukimac, foi o que achei mais bonito. Para instalar usamos o Tweak Tool. Eu não poderia explicar melhor que este tutorial.

Depois de algum tempo usando esse tema, cansei. Não gostei, o pacote de ícones estava incompleto, a usabilidade ficou comprometida. Usei a versão clara do tema do Ubuntu desde então e está muito melhor.

Resultado

Meu Ubuntu não é um MacOS. É Ubuntu. Mas ele é fluido, rápido, fácil de usar, ajuda minha produtividade, me dá vontade de trabalhar nele, não trava e é bonito. Além disso, foi 100% grátis: não estou infringindo nenhuma lei, e o sistema se mantém atualizado, estável e seguro.

Quando eu fecho a tampa do note e ele desliga, antes, demorava um tempão para religar. Agora é quase instantâneo, e ele recupera até se tinha um botão direito clicado, é meio absurdo comparado ao Windows.

Tô gostando bastante. Espero ter ajudado 🙂

Mais uma tentativa frustrada de dieta

Então que apesar de toda baboseira motivacional que eu posto no meu tumblr e do meu discurso de amor próprio eu estava me sentindo feia como todas as mulheres já se sentiram na vida, e talvez boa parte dos homens também. Então eu fui no médico.

Antes de fazer qualquer exame laboritorial a médica me passou uma dieta de 1200 calorias (o padrão para uma pessoa normal é 2000), cortando basicamente frituras e doces. Não parece nenhum fim do mundo, só uma mudança de hábitos.

Quando completei uma semana de dieta, fui fazer exames de sangue. Fiquei 12h sem comer. Aí minha pressão não voltou mais, ficou o dia todo 10/7 (o padrão é 12/8). Fiquei com tontura, aérea. Comer não ajudou. Quando fui pra casa, quase desmaiei na rua. Estranhos me ajudaram.

Na semana seguinte, a comida do trabalho me fez mal. Fiquei de sexta até quarta-feira zoada. Nada parava dentro de mim, fiquei fraca e tonta, com febre. Virose, sabe como é.

Quando vi os resultados dos meus exames, o TSH tava alto. O padrão é até 4 e o meu está em 7,5. Isso significa que minha tireóide não está trabalhando em seu inteiro potencial, meu metabolismo está lento e isso me ajuda a ganhar peso, ficar deprimida, sentir ansiedade, etc.

Aí eu desisti da dieta.

Aí eu me senti uma perdedora.

Porque afinal todo mundo diz que é só fechar a boca. Porque gente gorda não tem auto-controle. Porque é só fazer umas caminhadas que já ajuda. Porque, ironicamente, é pela minha saúde, mas eu só fiquei doente essas semanas – e só perdi peso quando fiquei realmente mal.

Então hoje eu li um texto muito bom que me fez pensar nisso tudo de novo – e mais.

Algumas coisas que não consigo esquecer a ponto de me dedicar a emagrecer são:

  • Eu nunca vou alcançar o padrão, mesmo se for magra, porque tenho defeitos que não posso arrumar.
  • Tanta gente passando fome no mundo e a gente que pode comer e tem dinheiro pra comer, não come.
  • Vendem coisas para eu comer para que eu fique insatisfeita e compre coisas para emagrecer.
  • Os padrões existem para baratear o custo de produção. Não é culpa de ninguém ter corpo diferente.
  • Quando eu era magra, já me achava gorda. Eu nunca vou ser magra o suficiente.

Mas eu nunca tinha pensado como a dieta e essa neura contribuem para que a gente não consiga se sentir plena. Livre. Sem comida, com fome o tempo todo, a serotonina cai, a gente fica mais triste, e consegue se concentrar menos. Então além de ser podada em nossos potenciais desde criança, tem também o fator físico. Todo mundo sabe que falta de comida abate um povo antes mesmo da luta.

Que forma mais fácil de abater um gênero?

De certa forma isso me libertou. Me tirou a culpa de ter falhado de novo. Me devolveu o alívio de comer o que quiser e não ficar 90% do dia pensando no quanto eu tô com fome. Me deixou com mais espaço para me divertir, para trabalhar, para criar.

Minha auto-estima estava péssima esses tempos e a terapeuta falou algo legal: não pense em você apenas como seu corpo. Seu corpo vai passar, mas você não. Você é inteligente, criativa, engraçada, responsável, boa no que faz. Isso não tem menos valor.

Com um pouco de scripts legais feitos no trabalho e elogios sobre meu senso de humor, me sinto mais confiante. É tão difícil, tão massacrante nadar contra a maré todos os dias. Eu acordo e penso “vamos ver quanto tempo até eu ouvir a primeira bobagem do dia”.

Mas vida que segue. Um dia de cada vez, um coração por vez, a gente muda o mundo e nossa visão de nós mesmas.

Yoga para quem nunca ouviu falar de Yoga

Geralmente assim que eu começo a fazer alguma coisa, já me empolgo e escrevo um post. Via de regra, minhas percepções sobre aquilo mudam em pouco tempo e, ao reler o post, vejo toda empolgação e nenhuma veracidade. Quis com que o Yoga fosse diferente. Por isso escrevo esse post só depois de quase três meses de prática. Agora as coisas já estão mais claras para mim.

Tenho feito no Prema Yoga, perto da estação Brigadeiro do Metrô. No site tem horários e valores. Como esse é um post BEM superficial baseado nas minhas experiências, vale a pena ir lá, marcar uma aula experimental e fazer a aula teórica para conhecer a prática melhor.

Entre as coisas que eu li do DeRose e aprendi na teoria e prática no Prema tem uma diferença grande. DeRose é elitista e seleciona seus alunos. O Prema é mais abrangente e humilde. Nem preciso explicar porque gosto tanto de lá, né? 🙂

O que é yoga?

Yoga é uma mistura de exercícios para o corpo e a mente, guiados pela respiração, com o objetivo de unir sua alma e seu corpo. Yoga significa “união” em sânscrito. Surgiu de movimentos de balé clássico e se desenvolveu para diversas ramificações. A mais comum, indicada para iniciantes, é o Hatha Yoga.

Quem pode fazer yoga?

Resposta simples: todo mundo. Crianças, idosos, grávidas, pessoas com um tornozelo que não funciona… O DeRose fala que só pessoas saudáveis podem fazer yoga, mas a Cyntia diz que todo mundo pode, desde que respeite seus limites e tenha um instrutor que entenda quais eles são e proponha alternativas de exercícios.

No Prema me orientaram a colocar um calço de coberta embaixo do meu pé machucado; apoiar na parede quando necessário, e tem exercícios que eu simplesmente não faço. Outros, faço alternativas. Os professores são muito bacanas e atenciosos.

Precisa ser vegetariano para fazer yoga?

Resposta simples: não. Mas se você não fumar, beber, comer carne e fazer sexo com todo mundo vai estar respeitando o templo que é seu corpo. De qualquer jeito isso é problema seu e ninguém vai cobrar nenhuma dessas coisas, muito menos impedir você de praticar por isso.

falei sobre não comer carne, mas já voltei a comer. Não alterou minha prática.

Quais os benefícios/resultados do yoga?

Benefícios imediatos: auto-estima renovada, aceitação dos seus limites, calma e paz interior, controlar os pensamentos com a respiração.

Os benefícios de verdade vêm com o tempo: flexibilidade, força, perda de gordura, controle dos pensamentos em tempo integral, meditação, postura, etc etc. O importante é praticar sem se forçar, sem se comparar ao coleguinha. Faça até onde dá. Aos poucos, com a gravidade, naturalmente, o corpo vai se soltando. Não é pra ter dor, mas para aproveitar o momento.

Tenho gostado muito de fazer e recomendo para todo mundo 🙂

Fazendo template para Blogger – tutorial avançado

Este tutorial é para quem já conhece front-end a fundo e não sabe apenas como usar os templates do Blogger novo. Fiquei uns três dias apanhando mas acho que consigo passar algumas dicas para você ter por onde começar. Se você não sabe HTML, CSS e javascript básicos, por favor procure tutoriais sobre isto primeiro. Não vou me ater a esses detalhes. A maioria dos tutoriais a este respeito são 90% front-end e 10% Blogger (por isso eu padeci tanto, além da documentação ser uma droga). Aqui vou tratar só do Blogger.

Minha recomendação é fazer o HTML do seu tema sem código do Blogger para testar o front-end. Depois pegar algum de exemplo, como este que eu fiz usando bootstrap. Salve o arquivo como .xml. No Blogger, vá em “Layout”, clique em “Fazer Backup/Restaurar” e envie o arquivo. Estude pelo exemplo. Faça um Blogger de teste e vá subindo o XML aos poucos porque qualquer coisinha dá erro e as mensagens não são muito específicas (por exemplo: tem um <div> aberto, sem falar qual), então você precisa ir aos poucos.

1) Header

É tudo bem rudimentar na estrutura dos templates. É um XML gigante, que ele deve ler e montar. Para quem não conhece, XML são arquivos que usávamos no tempo do Flash para inserir conteúdo nos sites. Dá para usar HTML normal, mas não HTML 5: só 4, com strict.

O header fica assim:

<?xml version="1.0" encoding="UTF-8" ?>
<!DOCTYPE html>
<html b:version='2' class='v2' expr:dir='data:blog.languageDirection' xmlns='http://www.w3.org/1999/xhtml' xmlns:b='http://www.google.com/2005/gml/b' xmlns:data='http://www.google.com/2005/gml/data' xmlns:expr='http://www.google.com/2005/gml/expr'>

Sim, precisa mesmo disso tudo no HTML. São indicações do XML e tags que avisam ao Blogger que esse é um template da “versão 2”. Precisa disso para poder usar widgets.

Ainda no header temos infomrações padrão para todos os templates:

<meta name="viewport" content="width=device-width, initial-scale=1.0" />
<![CDATA[/*
-----------------------------------------------
Título do tema
Url: http://site.com
Janeiro/14
----------------------------------------------- */
.classe{}
]]>

É dentro desse CDATA que vai todo CSS do tema. Dá para usar variáveis aqui, mas não tentei – essa parte é fácil de entender pegando qualquer tema de exemplo. Precisa dessa tag CDATA para que o XML entenda o código.

Se você precisar, pode escrever dentro da tag <b:template-skin> o CSS que vai aparecer na página de widgets (mas parece que vai para o template final também então não tenho muita certeza de pra quê isso serve).

<b:template-skin>
<![CDATA[
]]>
</b:template-skin>

Dá para usar javascript externo e muitos recursos “extras” são manipulados com javascript porque o Blogger não dá suporte, como mostrar só o resumo dos posts na página incial ou mesmo os menus.

Eu achei estranho que menus fossem no template em vez de fazer um widget com html e colocar onde quiser, mas deu um monte de paus quando tentei fazer o widget, sem contar que é fácil de perder quando troca o template e aí tem de digitar o menu tudo de novo. Mais seguro deixar no tema, mesmo. O Blogger tem um widget padrão para listar as páginas, mas só. Não tem menu de tags, arquivos, não dá para montar menu como no WordPress.

2) Sections

Depois de MUITO pastar eu entendi que as <b:section> são as áreas onde você coloca os Widgets. Se você coloca entre as tags do template, ela aparece representada direitinho na montagem do layout. Por exemplo, se você faz algo tipo

<div class="posts"><b:section id="Posts"></b:section></div>
<div class="aside><b:section id="Aside"></b:section></div>

E definir no CSS que .posts tem 70% de largura com float left e .aside, 30% float right, isso vai ser respeitado na montagem do layout. É só isso, não precisa fazer outro HTML para aquela parte.

Para fazer as sections é só isso mesmo:

<b:section id=""></b:section>

O ID é obrigatório e se você vai colocar widgets do próprio Blogger não precisa escrever mais nada. Depois, coloque alguns para testar e inspecione os elementos para ajeitar no CSS.

Obs: você precisa de pelo menos DUAS sections. Se você só for usar uma, coloque uma segunda de teste. Com uma só o template não sobe.

3) Widgets/Includes/Includables

Estou fazendo o post conforme as coisas foram fazendo sentido pra mim, talvez isso seja mais fácil para você entender também. Aqui a documentação começa a falhar na explicação, ninguém explica em lugar nenhum  o que tá acontecendo e todo mundo fala “baixe um tema de exemplo e copie o código”. É tão verdade que TODOS os temas que eu vi tem o MESMO header, mesmo entre os temas oficiais do Blogger. Nem eles têm coragem de mexer nisso.

Mas eu sou destemida.

Como qualquer XML as regras são bem severas. A estrutura é sempre

<b:section id="whatever">
<b:widget id='Blog1' locked='true' title='Postagens no blog' type='Blog'>
<b:includable id="includable id">
Seu código aqui.
</b:incudable>
</b:widget>
</b:section>

Eu disse SEMPRE. Você precisa abrir uma section, colocar um widget dentro e imediatamente um includable. Só assim funciona, senão dá erro. Por fora pode ter HTML; por dentro pode ter HTML. Mas se você precisa “puxar” algum dado dinâmico do Blogger (como os posts), precisa ser essa estrutura.

Daí além do incudable, tem o include. O include puxa o incudable para outro lugar, como um atalho.

O ID do Widget precisa ser o mesmo nome do Type com um número, para ser único. Ele tem meia dúzia de types possíveis. Você pode ver na merda da documentação.

A coisa começa a ficar tão confusa que tudo que eu consegui fazer foi: entender essa lógica e identar um código que eu copiei, como todo mundo, depois ir formatando aos poucos o CSS.

Ainda assim está comentado no tema uma estrutura de post mais ou menos clara. Procure por <b:includable id=’post’ var=’post’>.

Além do post todos os outros casos de uso são relatadas dentro dessa mesma section que tem os posts. É um amontoado de <b:if> e <b:else> sem fim. Eu colei tudo no Sublime Text e fui colapsando as tags, sabe, aí ficou mais claro entender:

codigo-collapse

A partir daí eu ia pesquisando com o inspetor de propriedades as tags, procurava no código e editava o que fosse necessário.

4) Modo de layout

Se tudo deu certo até aqui (não desanime se não der certo de primeira, é um inferno fechar todas as tags e as coisas começarem a fazer sentido), você pode ir em “Layout” e organizar seus Widgets.

Note que essa droga de “Navbar” não é um widget de navegação, mas da barra superior do Blogger. Ele sempre está presente, não dá para tirar. Se você for nas configurações pode desabilitar.

Também dá para colocar widgets direto no código, mas não entendo bem porque alguém faria isso com todos aqueles ifs e elses loucos e confusos.

5) Conclusão

Desculpa se eu fui meio reclamona, mas depois de fazer templates de WordPress por anos (extremo do complexo) e ter feito um de Tumblr semana passada (extremo do simples), o Blogger se mostrou um péssimo CMS quanto a templates. É confuso, mal-documentado, os exemplos são mal-feitos, o pessoal desiste e volta a usar o tema antigo (que eu manjava, inclusive, saudades dos meus 17 anos com template shop).

Espero que isso tenha te ajudado por onde começar. Alguns sites que eu usei que me ajudaram:

Não se desespere quando der erro, respire fundo e leia de novo, com calma, o que você fez. Procure inspecionar elementos se algo sair do lugar. Algumas vezes coisas inexplicáveis acontecem, como áreas de Widgets que não funcionam. Vá aos pouquinhos e boa sorte!

Projeto destralhamento da casa

Esse ano comecei a morar sozinha e, depois de adotar o Spot, considerei seriamente em contratar uma empregada doméstica. Sei que não é nada demais, mas não estava conseguindo manter minha casa, sequer minimamente: por duas vezes minha vizinha jogou meu lixo fora e ela ainda lavou meu quintal pra mim.

Se eu fosse contratar alguém, seria justamente esta vizinha. Ela faz faxinas e bolos, é uma pessoa que eu conheço, mora no quintal. Mas sério, eu moro em três cômodos. Não conseguir manter três cômodos é um exagero, uma total falta de controle da vida.

Depois de resolver alguns problemas que tive esse dezembro (só pra arrematar 2013) e adaptar o Spot à vida livre, aproveitei minha “ressaca do sofrimento” para ajeitar a casa. Acho que casa reflete como a gente se sente e pôr as coisas em ordem foi um jeito de me sentir melhor.

O plano era misturar duas estratégias que aprendi no Vida Organizada: destralhamento e um cômodo por dia. O objetivo é manter a casa ok enquanto destralho para a mudança ano que vem, para viver com menos coisas e ter menos para manter, limpar e organizar. Dessa forma vou querer comprar menos coisas e gastar menos. É tudo muito mais saudável.

Fase 1 – Prioridade – Manter a casa

Coisas chatas que precisam ser feitas todos os dias:

  • Lavar louça
  • Arrumar a cama quando levanto (dá uma super cara de casa arrumada)
  • Limpar pia do banheiro ao escovar os dentes
  • Retirar o lixo nos dias que o lixeiro passa (no meu caso, toda segunda, quarta e sexta à noite é dia de pôr o lixo pra fora – e não esperar juntar um monte)
  • Limpar caixa de areia, limpar tigelas de água e ração, cuidar do Spot.

Além disso tento me policiar para sempre que saio de um cômodo, levar alguma coisa embora para o lugar certo. Mas isso tem sido difícil, eu esqueço. Ainda assim estou me forçando a lembrar, para as coisas ficarem sempre no lugar.

Fase 2 – Limpeza

Cada dia eu cuido de um cômodo. É por dias porque se eu não puder fazer na terça, por exemplo, continuo de onde parei na quarta. Tem sido um teste e por enquanto tem dado certo.

  • Dia 1 – Quarto
    • Passar pano nos móveis
    • Passar mop
    • Trocar roupa de cama a cada 15 dias
  • Dia 2 – Banheiro
    • Limpar louças
    • Lavar o box
    • Lavar o chão
    • Trocar toalhas
  • Dia 3 – Sala
    • Passar pano
    • Varrer o tapete
    • Passar mop
    • Arrumar a bagunça
  • Dia 4 – Cozinha
    • Verificar geladeira e armários em busca de alimentos “passados”
    • Limpar o fogão
    • Limpar microondas
    • Limpar mesa
    • Passar mop
  • Dia 5 – Roupas e lavanderia
    • Lavar e pendurar roupas
    • Aproveitar a água da máquina para lavar o chão

Deixo sempre o cômodo arrumado como se fosse postar uma foto. O gato solta MUITO pelo então essa forma mantém a casa limpa e gostosa todos os dias. Eu tenho feito isso de segunda a sábado porque levo 2 dias para lavar a roupa, geralmente. Mas tem sido apenas uma coincidência porque faltei ao yoga semana passada. Vamos ver como vai ser essa semana.

Ainda moro sozinha, mas quando morar com o namorado vou fazer como a Thaís (escritora do Vida Organizada): ele faz as coisas de todo-dia e eu a limpeza. Não sei ainda, falta um tempo para ele vir e até lá vou precisar lidar com tudo.

Para ajudar a limpeza, uso pano úmido para tirar a poeira e um mop, uma espécie de esfregão. Molho o ambiente com o spray d’água (o mesmo que uso contra mordidas e ataques do Spot) porque o mop pega MUITA água e fica tudo molhado depois, me obrigando a passar pano por cima, o que não faz muito sentido porque eu não aguento mais pano de chão (são “caros”, ficam super sujos, precisa lavar, torcer, pendurar, ficam fedidos, etc. Nada disso acontece com o mop, tirando ficar super sujo e precisar lavar, mas com menos frequência.)

Fase 3 – Destralhamento

A mudança ano que vem vai ser complicada. Vai ser minha primeira mudança grande e como já mudei duas vezes com coisas menores, sei que preciso me preparar para o desafio. Além disso, a gente vai juntando e juntando coisas até perder o controle. Não quero chegar nesse ponto.

Separo 15 minutos por dia (marcando no relógio) para fazer alguma das tarefas a seguir.

  • Digitalizar os papéis importantes e jogar fora/guardar, dependendo do que for.
  • Verificar as caixas em cima do guarda-roupa
  • Revisar validade das maquiagens
  • Ver bijouterias que não uso mais
  • Revisar guarda-roupa para doar peças e abrir espaço para as novas
  • Ver na estante da sala quais bonequinhos, livros e revistas podem ser doados e quais papéis podem ser digitalizados
  • Checar louças quebradas ou que não uso para doar ou jogar fora
  • Arrumar outros pequenos lugares, como armário do banheiro, caixinha de remédios, limpar bolsas, etc.

Comecei digitalizando os papéis e salvando tudo no Evernote, utilizando tags para me organizar e achar as coisas mais facilmente. Aliás, o Evernote tem sido uma mão na roda: centralizo tudo nele, desde as compras de Natal até as minhas contas de luz de 2013. Como sou cliente Vivo, ganhei um ano grátis, mas nem precisa disso para usar. O importante é separar coisas que não uso para doar ou jogar fora, saber tudo que tem na minha casa e só ter o que eu realmente preciso.

O importante é ter em mente que você não vai fazer tudo em um dia, mas aos poucos. Essa semana me empolguei, organizei a papelada e a cozinha, mas a ideia é fazer devagar para que você não se sobrecarregue, tendo tempo e energia para outras coisas, ao mesmo passo em que a casa está sempre pronta para você descansar ou receber visitas.

É assim que eu tenho feito para me organizar em casa. Foi como eu descobri uma forma de trabalhar, fazer yoga, cuidar do gato e manter meu cantinho. Como você faz?

ps. Eu ia postar no Dona do Meu Nariz mas achei pessoal demais pra isso. Cada um arruma a casa do jeito que quiser; só estou seguindo o exemplo da Thaís e postando como eu faço para que você se inspire.

De volta à maçã: iPhone 5C

Quando teve o lançamento dos iPhones eu tive o prazer de fazer a cobertura para o Blog POP de Tecnologia e desde aquele dia já gostei do 5C. Todo mundo ficou “afff olha essas cores”, mas gente, capinha existe pra isso. E “arre mas é a mesma coisa do 5” e eu “ok, o 5 é bem legal”. Então quando lançou no Brasil rolou um diálogo assim:

Eu: Amor, tô pensando em pegar o 5C com o dinheiro que juntei esse ano, que ia usar pra pagar meu curso que não rolou.
Ele: hm, eu esperaria.

Então fui lá e comprei o iPhone 5C no mesmo dia pois: sou dessas. (e porque “eu esperaria” é a resposta padrão do Eduardo; e porque meu 2013 foi uma droga então merecia uma compensação; e porque estava sem um celular top de linha desde 2011 quando roubaram meu 3GS no acidente).

Hardware x Preço

Eu pesquisei muito preço antes de comprar. Primeiro porque dá dó gastar mais em um celular do que gastei no meu notebook. Segundo porque é sempre bom ficar de olho em promoções. Levando em consideração a baixíssima diferença entre os hardwares, a diferença entre os preços pode ser matadora.

As únicas diferenças entre o 5 e o 5C são: duração da bateria (de 480 para 600 minutos) e processador (de 1.2 GHz Dual Core para 1.3, quase nada), fora umas besteiras de peso e dimensões, mas o tamanho é bem semelhante. O preço é o contrário: enquanto o 5 está na faixa de R$2.069 a R$2.899, o 5C, mais novo e cheio das cores, fica entre R$1.757 e R$2.399.

Importante: os mais baratos são no boleto, em lojas de departamento. Meu aparelho saiu por R$1.800 e poucos na A2You e sairia por mais de R$2.500 na Vivo (meu plano é o Controle).

Vendedor: Por que você não muda pra pós?
Eu: Porque não preciso. Só uso internet.

E ele ficou sem argumentos, foi quase engraçado.

As diferenças para o 5S em hardware nem são tão grandes (tirando o processador, gpu – Apple A7 Cyclone/PowerVR (Series 6) G6430 – e o leitor de digitais), mas o preço dispara: R$1.998 a R$3.599, o que não faz nenhum sentido pois o mais caro dos 5C é o mesmo valor em dólar do mais barato do 5S mas ok.

Se você quiser mais informações pode ver essa tabela comparativa do 5, 5C e 5S.

Periféricos (bateria, cabos, capinhas, câmera)

Claro que o iPhone novo tem uma bateria melhor, mas me surpreendeu quando cheguei em casa depois do primeiro dia de uso (que é quando a gente usa mais) e tinha 40% de bateria ainda. Tudo bem que eu ainda ouço música no iPod Touch o dia todo (ele tem 32GB de espaço contra 16GB da versão do meu iPhone) e agora sim meu plano deu certo: com o wi-fi do iPod desligado, a bateria dele dura bem mais. Sem tocar música no telefone, a bateria dura o bastante.

Eu ainda não tinha visto o cabo novo e ele é bem menor que o antigo. Dá pra comparar os dois. Foi um super alívio ver a tomada USB nova, bem mais compacta. Os fones de ouvido eu já tinha testado e – Deus! – como é bom ter esses fones de novo (meu gato matou meus fones da Apple). A qualidade do som é ótima e ter os controles à mão facilita demais pra quem curte usar o shuffle all.

Finalmente posso escolher capinhas, porque o Omnia W tinha quando muito dois modelos feiosos. Claro que por aqui é tudo muito caro (paguei R$20 em uma, com dor no coração, mas já vi muitas de R$50 ou R$100) mas no Deal Extreme e no Mini in the Box tem opções baratinhas e bonitas. O bacana é que a capa abraça o aparelho e eu até esqueço que ele é branco.

A câmera é es-pe-ta-cu-lar. Comparada ao Omnia W ela é melhor, e comparada ao iPod 4gen então… Adorei o esquema das panorâmicas, os efeitos, cortar a foto direto, vídeo, flash… O esquema de foco tá excelente e eu não consigo mais tuitar sem adicionar uma foto besta qualquer (devo estar super irritante, mas oh well). Para efeito de comparação, tirei essa foto do mesmo lugar quase na mesma hora do iPod (70kb) e do iPhone (1,5mb).

Adaptação/Apps

Não foi muito complicado me adaptar ao iPhone porque eu já vinha usando o iPod Touch desde o meio do ano, então até pra digitar eu já tava acostumada. A diferença entre o iPod Touch 4gen e o iPhone 5C é a performance. Eu não conseguia jogar muita coisa no iPod mais, desde Candy Crush a Subway Surfers. Tinha de ficar fechando apps porque ele começava a ficar lento. E o iOS não ia atualizar pro 7 – o que é até bem ok pro visual, mas falta um monte de recursos legais. Ou seja: comprar um iPod Touch antiguinho só me deixou com mais vontade de ter um iPhone novo.

Então o iPhone foi um upgrade muito bem vindo. Eu consigo fazer tudo com muita suavidade, não preciso ficar fechando apps (pode ter dois ou três jogos abertos e tudo roda numa boa), o iOS7 tem as pastas que comportam mais de 6 ícones (yesss), a central de notificações e wallpapers que se mexem (hahahaha).

(o mais irônico foi ter viciado em Flow Free, um joguinho super simples que tem até pra Windows Phone).

É tão bom ter Instagram e Google Maps de novo (não tem para Windows Phone 7)! Eu consigo fazer check-in no Foursquare sem sofrimento nem passar raiva. Eu recebo e mando mensagens instantaneamente no Whatsapp (no WP7 o app era bugado). Essas pequenas coisas fizeram muita falta nos últimos três anos. Confiar no smartphone é bem legal.

Não quero parecer uma deslumbrada com a novidade nem desmerecer os androids bons do mercado, mas na verdade esse é o melhor ponto do iOS: em pouquíssimo tempo ele é uma extensão de você. A usabilidade e a performance são tão boas e tem tantos apps que você não sente as barreiras entre você e o smartphone, porque você não precisa reiniciar, procurar apps alternativos porque não funciona só na sua versão ou xingar a lerdeza do hardware.

O kindle também é bem legal

Quando eu comprei o Kobo, me encantei. Soube imediatamente que não ficaria mais sem um gadget semelhante e os poucos meses que se seguiram antes de eu quebrar o meu confirmaram essa ideia. Por isso, quando o acidente aconteceu, comprei um substituto.

O Kindle é bem similar ao Kobo quanto à leitura. Extremamente confortável, como todo e-reader, graças à tecnologia e-ink que falei no outro post. É tinta sobre tela. O Kindle é da Amazon e vem em dois modelos com e-ink, o normal e o Paperwhite. Na loja americana ainda tem o Kindle Fire, que é um tablet com uma versão customizada do Android. Eu nem colocaria eles na categoria e-reader, então deixa pra lá.

A diferença entre o Kindle e o Paperwhite é que o segundo tem retro-iluminação e touchscreen. Ele também é um pouco maior, a bateria dura dois meses (contra um mês da versão normal) e tem uma versão com 3G gratuito (usado apenas para fazer o download dos livros). O preço vai deR$599 (Paperwhite com 3G) a R$250 (Kindle normal). Comprei o normal, já que tinha o Kobo mais humilde também. No Ponto Frio, à vista no cartão deles, saiu até um pouco mais barato: R$235.

(as fotos estão meio pesadas)

Comparado ao Kobo Mini, o Kindle em sua versão normal é um pouco maior e mais fino. Eu fiquei bem preocupada com o lance de não ser sensível ao toque mas me adaptei bem rápido aos botões de controle. Além disso, os botões para passar as páginas são nas laterais. Vai facilitar bastante pra ler em transporte público, porque não importa qual mão eu esteja usando para segurar, os botões estarão próximos.

Eu também achei a resposta do Kindle mais rápida que a do Kobo, o processamento dele é melhor. Mas o Kindle tem menos recursos gráficos que o Kobo. Sinto falta do Reading Life, por exemplo. Os livros são exibidos em lista, e não pelas capas como era no Kobo. O modo de espera é o que usa mais recursos gráficos: é um “protetor de tela” com lindas imagens sobre tipografia.

O Kindle também tem formatos diferentes do Kobo. O padrão é .mobi e não .epub. Porém ele dá suporte a .doc, coisa que o Kobo não dava. O suporte para .pdf é similar e numa conversão .pdf para .mobi o resultado foi bem semelhante a .pdf para .epub. Essa conversão de .pdf pode gerar umas linhas extras, não é perfeita, mas dá pra ler. De .epub para .mobi não há diferença. Faço tudo automaticamente pelo Calibre então não é um problema.

Enfim, foi uma ótima compra. Eu ainda não saberia indicar o Kobo ou o Kindle para as pessoas. Eles são semelhantes e comprei o Kindle pelo preço e porque dá para emprestar livros para seus amigos na Amazon. Não me arrepndo da compra – e dessa vez vou tomar mais cuidado.

Mantenha sua biblioteca virtual sempre sincronizada

Eu tenho esse lance de ter dois computadores principais na minha vida: o de casa e do trabalho. Como meu trabalho é tranquilo, muitas vezes faço o que não devia e acabo mantendo coisas pessoais lá. É assim naturalmente com as minhas músicas e ficou assim com meus livros também. No fim, minha biblioteca virtual estava mais organizada no trabalho do que em casa. O que não era problema nenhum até eu voltar pra casa.

Aí eu tive uma ideia tão simples pra manter minha biblioteca sincronizada que me deu até raiva de não ter pensado nisso antes. Se desse eu faria com as minhas músicas, mas elas são muito mais pesadas.

Você vai precisar de:

  • O Calibre, um programa-biblioteca. Ele serve para organizar livros. É gratuito.
  • Uma conta no Dropbox, Google Docs, qualquer um destes que tenha pasta no próprio pc.

Primeiro, configure sua biblioteca no seu pc atual.

  1. Crie uma pasta no Dropbox onde será sua biblioteca.
  2. No Calibre, clique em “Livros” e escolha a nova pasta.
  3. Última opção:
    1. Se for uma nova biblioteca, marque “Criar uma biblioteca vazia”.
    2. Se você já tiver livros, clique em “Mover a biblioteca atual para o novo local”.

calibre

Pronto. Agora você já pode começar a adicionar livros. É só arrastar o arquivo para o Calibre e editar os metadados que ele organiza tudo automaticamente.

Quando você for pegar a biblioteca em outro pc, faça a mesma coisa. A diferença é na última opção: escolha “Utilizar biblioteca já existente”. E pronto. Cuidado nessa hora para não usar as outras opções e apagar sua biblioteca do Dropbox. Sempre faça uma cópia de segurança!

O lance é que o Dropbox mantém a biblioteca e os livros sincronizados. Então você pode atualizar em qualquer lugar que o Calibre vai ler o mesmo arquivo e atualizar também.

Outra coisa que o Calibre faz é a conversão automática de formatos. Ele converte de .epub (muito usado no Kobo) para .mobi (padrão do Kindle) com apenas um clique. É só clicar em “converter livros”. Claro que nem sempre é perfeito, principalmente quando o original é um .pdf, mas já ajuda.

Com ou sem e-reader, se você usa livros virtuais o Calibre é uma ótima opção para se manter organizado. E agora, sincronizado 😉