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Jogo inclusivo: Rogue Legacy

Quando a gente fala em jogo inclusivo metade da galera encolhe os ombros, dá uma arrepiada, respira fundo e espera que seja uma porcaria. Rogue Legacy existe para provar que jogos que contemplam minorias não precisam ser chatos ou mal-feitos.

Quem me apresentou foi meu amigo Lucas que chama o estilo do jogo de MetroidVânia (misturando Metroid com Casltelvania), mas não sei se ele fez isso pra me irritar porque detesto esse estilo de jogo. É daqueles jogos de plataforma que você vai morrer porque é difícil demais continuar. Aquelas fases que você tem de fazer mil vezes a mesma coisa, já que morre toda vez, e chegar naquele chefão impossível que você vai demorar dias pra derrotar. Pensando agora poderia chamar MetroidMegaManVania of evil and darkness.

Morro de preguiça dessas coisas, mas Rogue Legacy tem estratégias para superar esse sentimento de frustração que são bem interessantes:

  • O cenário é composto de telas que se apresentam de forma aleatória. Cada vez que você entra no castelo, ele está em outra disposição. Então você não precisa passar por coisas frustrantes na mesma ordem.
  • O personagem também muda – e aqui que entra o xis do jogo.

Em Rogue Legacy você é um guerreiro que precisa vencer os monstros do Castelo, Floresta, Torre e Porão para ganhar. Mas cada vez que você morre, vem outro guerreiro em seu lugar. Tem várias classes de guerreiros: magos, ninjas, bárbaros… Cada um deles com uma arma invocada por mana. Uma quantidade igual de personagens masculinos e femininos e… um monte de defeitos.

Temos personagens com déficit de atenção, miopia, astigmatismo, daltonismo, hiperatividade, savant e muitos outros. Às vezes isso muda sua percepção do jogo: no daltonismo, a tela fica em tons de cinza. Na hiperatividade você se mexe mais rápido. Quando o personagem é gay, não tem diferença nenhuma (o que eu adorei).

Misturando as habilidades do guerreiro, suas armas e seus “defeitos”, que são mais características, você tem mais chances de derrotar chefões específicos. E fica muito mais divertido.

Aqui em casa a gente comprou pra Steam em uma promoção (coloque na sua wishlist!) e joga com o controle do Xbox. Quando um morre, é a vez do outro. É bem divertido para jogar assim – e menos cansativo – mas já joguei sozinha por horas. É um jogo bem bacana para ver que nossos defeitos na verdade são apenas características. E que todos podemos ser heróis.

Se você quiser comprar, além do Steam tem também para várias outras plataformas. Roda em linux 😉 Vá lá no site do Rogue Legacy e escolha sua plataforma favorita. Divirta-se!

Uma incrível run de FTL

Quando eu vi FTL (Faster Than Light) pela primeira vez fiquei com medo de ser difícil demais para jogar. Ganhei de presente e descobri que não: é um jogo divertidíssimo, tudo que os jogos de Star Trek poderiam ser.

Você tem uma nave com informações vitais e precisa chegar ao fim do quadrante para entregar aos aliados. Até lá, precisa fugir dos inimigos indo de estrela em estrela, lutando e conseguindo dinheiro para melhorar sua nave e melhorando as habilidades da sua tripulação.

Acontece que o jogo é realmente difícil e eu nunca venci, de forma que meus amigos ficam intrigados porque eu faço propaganda o tempo todo e eles todos já conseguiram fechar. Então filmei uma run, e subi os vídeos na playlist abaixo.

(dica: eu perco no sétimo vídeo.)

Se você quiser saber mais sobre FTL pode ver a wiki e baixar o jogo pra Steam.

Três novos puzzles

Tenho fases de jogar videogame, com o perdão do trocadilho. Tem umas épocas na vida que eu jogo, tem outras que esqueço que o Steam existe. Estar com o pé quebrado é um bom momento para a fase do videogame voltar.

Hoje trago três novos jogos de quebra-cabeça, aproveitando a semana de promoções do Steam. São jogos leves, que você não precisa ter nascido jogando para experimentar – e bem divertidos.

Na ordem da esquerda para a direita da imagem acima:

Closure

Ele vai ensinando a jogar mostrando as teclas perto dos itens. Você anda sempre carregando uma luz e não demora para perceber que, sem luz, você cai no infinito e morre. O objetivo é passar de uma porta, sempre com alguma luz perto. Me lembrou Limbo pelo estilo meio de medo, mas não assusta. Pelo menos até onde joguei…

Link: http://store.steampowered.com/app/72000

The bridge

Achei esse jogo lindo! Ele vai contando uma história, passo a passo, e você já começa interagindo. O objetivo é chegar até a porta, mudando a posição do cenário. É bacana porque é em português 😛 e você fica meio confuso com as teclas de andar e mudar o cenário, mas isso que é legal hehe.

Link: http://store.steampowered.com/app/204240

Quantum Conundrum

Você sabia que Portal 2 foi totalmente diferente do que era para ter sido? Não era para ter portal gun. Seria uma luva que mudaria os estados da matéria e espaço. Mas quem teve essa ideia saiu da Valve e… fez Quantum Conundrum! O jogo é em primeira pessoa, no estilo Portal mesmo, e muito divertido – o narrador irônico permanece do seu lado 🙂

Link: http://store.steampowered.com/app/200010

Divirta-se!

Regras do UNO Especial

Depois que começamos a jogar UNO desse jeito, não paramos mais. Todo evento é uma boa hora para UNO. E como somos um grupo grande (umas 10 pessoas), é o ideal.

Material necessário

2 baralhos de UNO misturados.

Jogadores

Pelo menos 4, quanto mais melhor. Dica: casais sentam separados. Isso evita corações partidos. O que acontece no UNO fica no UNO.

Objetivo

Ficar sem cartas na mão.

Como jogar

Cada jogador recebe 7 cartas.

O jogo começa no sentido horário. Uma carta do monte é virada. Se for uma carta especial (ver abaixo, inclusive 0 e 7), é descartada e outra é virada, até que seja uma carta simples de número.

O jogador observa, em sua mão, se tem uma carta com o número ou a cor da carta da mesa. Se tiver, ele joga. Senão, ele compra apenas uma. Se esta for correspondente, joga; senão, passa a vez.

Caso tenha apenas uma carta na mão, o jogador deve gritar “UNO!”. Caso não o faça, é obrigado a comprar duas cartas.

O jogo segue nessa ordem até o primeiro dos jogadores se livrar de todas as cartas da mão.

unoschema

Jump in

Quando o jogador tem na mão uma carta do mesmo número e mesma cor da que está na mesa, ele pode pular todos os jogadores e jogar sua carta, mesmo se for uma carta especial (note as observações abaixo). O jogo continua ao seu lado.

Cartas especiais

+2 – o próximo jogador compra duas cartas. Caso ele tenha qualquer outra de +2, pode jogar, de forma que o próximo compra 4 cartas e assim sucessivamente.
Se outra pessoa tiver outro +2 da mesma cor que a carta da mesa, pode efetuar o jump in. Neste caso, o seu próximo jogador é quem compra a somatória.

+4 – esta carta só pode ser jogada se quem a possui não tem nada nem da cor, nem do número da carta da mesa. O próximo jogador pode:

  • Duvidar – se ele estiver certo (quem jogou TEM uma carta para a mesa), quem jogou a carta compra +6; se estiver errado, ele quem compra +6.
  • Jogar outra carta de +4, tendo ou não a carta da mesa. Neste caso, o próximo jogador (que compraria +8) pode desafiar o primeiro que jogou o +4.
  • Comprar 4 cartas.

Cuidado ao efetuar jump in de +4. O único caso que permite não duvidar se o jogador tinha a carta da mesa é a defesa, sendo o próximo. Quem faz jump in de +4 afirma que não tem a carta da mesa também. Ao ser desafiado, quem perdeu compra todas e +2. Desafiar não é obrigatório.

Quem jogou por último escolhe a nova cor.

plusforschema

Volta – Muda o sentido do jogo.

Multicolorida – Muda a cor do jogo.

0 (zero) – todos os jogadores obrigatoriamente passam as cartas da mão para o próximo, no sentido do jogo.

7 – quem joga tem a opção de trocar suas cartas da mão com outro jogador.

Divirta-se!

Jogadores com cromossomos XX

Rola todo um movimento TR00 entre os nerds, gamers, roqueiros e afins. Muita gente quer apenas a nata e descarta os N00B, os iniciantes, os bichos e os casuais. O que é uma pena. Um mercado hostil não dá tanto lucro quanto um mainstream e pode acabar facilmente.

Claro que isso não é o caso de nenhuma das categorias acima – nem mesmo dos jogos, um mercado nada frágil mas que os investidores insistem em olhar com insegurança. O caso é que rola um sexismo esquisito em video-game que perdeu nunca teve sentido.

Diferente de atividades físicas como correr, brigar, levantar peso e chutar bolas, video-game não precisa de muito além de coordenação motora e estratégia – elementos presentes em boa parte dos seres humanos, independente do sexo. Meninas sempre puderam jogar video-games igualzinho os rapazes.

Mas não jogaram. Mercado, talvez. Não sei. Posso falar do meu caso: meu pai não incentivava jogos em casa, diferente dos livros e computador. Não era para jogar. Eu até tive um Master System III mas foi minha mãe quem comprou.

Aconteceu que a geração continuou jogando e hoje muitos amigos ainda jogam bastante. E eu perdi anos e anos de paciência e coordenação motora. Então fico sem assunto entre os meninos.

Até que alguém muito inteligente e sagaz teve uma ideia incrível: ser a-menina-que-joga. Enquanto meninas que jogam simplesmente jogam, a menina-que-joga precisa se exibir e dizer o quanto é incrível o fato dela, uma menina, jogar video-game.

Problema nenhum pessoas começarem a jogar video-game. Problema nenhum meninas que precisam de atenção e carinho se meterem com o público alvo errado. Acontece. Mas isso tem gerado um atrito desnecessário que não faz bem para ninguém: gamers se fecham no mundinho achando que todo mundo que vem de fora não está interessado de verdade; meninas se frustram por não ter a atenção que queriam e voltam a falar que nerds são retardados.

Nenhum dos dois lados está certo e esse é um pensamento infantil. Sabe o que vocês deviam fazer? Ligar o Steam e jogar em paz.

Eu sou nerd fake. Não manjo nada de uma pá de coisa. O truque é simples: escute mais do que fale; ria das piadas e participe dos memes que não conhece e depois google secretamente sobre o que estão falando; pergunte sobre tudo, mas em particular. Faço isso há tantos anos que nem percebo mais, virou meu jeitinho.

Tenho plena consciência da minha fake-nerdice e de como sou fake-gamer, mas quer saber? Acho que o mundo anda binário demais. Eu sou mulher, não tenho tempo nem preciso ser uma coisa ou outra. Quantas vezes saí toda fofinha de casa ouvindo Symphony of Destruction? E por isso mesmo, apesar das minhas (super legais) camisetas fake-nerd-gamer, não me acho incrível.

Eu me divirto. E você?

ps. Tem review de várias coisas que joguei mês que vem com todo meu charme noob. Aguardem.

Conheça Muramasa: The Demon Blade

Quem é nintendista sabe o sofrimento que é achar um jogo que preste. Digo, os da própria Nintendo são geralmente bons. Que o diga Super Paper Mário, que mesmo sendo velhinho, tem me divertido horrores. Até o Mario Kart, que eu detestava, ocupou partes da minha noite. Mas meu Wii teve o deleite de conhecer um jogo de outra companhia que é espetacular: Muramasa.

Feito pela Vanillaware, Muramasa é um jogo de 2009 que conta a história de dois ninjas que podem forjar suas próprias espadas. Cada espada tem um poder especial.

Por causa da sua sede de poder, ocorre um conflito com espadas imensamente poderosas, as Demon Blades. As espadas são amaldiçoadas e trazem loucura, tragédia e mortes prematuras. À medida que o caos se espalha a partir do conflito, as criaturas do submundo são convocados por essas lâminas, junto com os Deuses do Dragão e Demônios.

(via Wikipedia)

Primeira coisa sobre Muramasa: é lindo. É um jogo em 2D com traço japonês e animações espetaculares, tanto de gameplay quanto de CG. No CG, inclusive, há a dublagem dos personagens, recurso muitas vezes deixado de lado em jogos para Wii e DS.

São muitos diálogos, é claro, pois é daqueles jogos que você mais assiste do que brinca. Mas brincar também é muito divertido. Mesmo usando o nochuck e o wii mote, não é necessário se mexer o tempo todo. Basta andar, pular e atacar, como qualquer bom e velho videogame sedentário.

As instruções, como todo jogo, são passadas em forma de tutorial no início. Os movimentos são lindos e a jogabilidade é simples, o que te faz olhar para a tela e pensar “Eu tô fazendo isso? Virei ninja!”.

A tela em si e os mapas também merecem destaque. O mapa tem três modos de visualização e indica mais ou menos qual a direção que você deve tomar, mas o jogo é muito extenso e você pode andar livremente pelo cenário (se tiver força o suficiente para passar os chefões e as barreiras). Dá gosto de andar, descobrir a história e evoluir o personagem.

Muramasa é daqueles jogos longos que os gamers de verdade ficam algum tempo admirando e se divertindo enquanto jogadores de Wii brincam com seus casuais. É mais ou menos como a última página das Palavras Cruzadas: “Experimente essa direta no nível difícil”. O problema é que eu estou experimentando, gostando e quero cada vez mais um console de verdade.

Super Paper Mario: eu gostei

Resolvi comprar jogos para passar o feriado e meus amigos gamers não me recomendaram Super Paper Mario. “Ninguém que jogou gostou”. Comprei de teimosa e porque queria jogar já há alguns meses.

Importante dizer, antes disso, que joguei Super Mario Land 3D em um 3DS – assim você sabe que não jogo só jogo velho. Achei incrível! Eu nunca tinha jogado em um 3DS antes e a tela em 3D ajudou a entender o cenário com gráficos 3D. A regulagem da profundidade com slider também é bacana para quem se incomoda a longas exposições à tridimensionalidade e o controle de movimentos é bem mais confortável por não precisar apertar. O jogo também é muito bacana: um action gostoso e nostálgico com andar, pular, matar e as novidades que cada versão apresenta.

Voltando ao Super Paper. Eu nunca tinha jogado nem vi reviews, gameplays ou trailers. Só vi a capa. Mesmo assim, sou grande fã da franquia (menos dos Mario Kart e só Deus pode me julgar) e daquelas jogadoras casuais que demoram até pra ver jogos de Wii lançados 4 anos atrás.

Os primeiros vinte minutos do jogo são história. É muita história. Claro que é bonitinho, tudo animadinho, mas não tem som de fala, só balão. Enche o saco ler tanto. Conta que Count Bleck, o cara do mal, seqüestrou a Princesa Peach, o Luigi e o Bowser e os aprisionou no reino dele. Ele quer destruir todos os mundos. A única forma de impedi-lo é reunindo os oito corações lendários que podem ser encontrados entre as diversas dimensões pelo herói da lenda, que usa um chapéu vermelho, macacão azul e um belo bigodão.

Tudo isso foi explicado por um dos magos e pela Tippi, uma Pixl, (lembra o Navi de Zelda. Quando vi, quase gritei “HEY LISTEN!”) que acompanha nosso herói e ajuda a explorar o cenário. Então Mario precisa viajar por oito mundos para conseguir os próximos corações. Cada coração libera o próximo mundo. E cada mundo é um capítulo, dividido em quatro partes. Joguei o primeiro mundo hoje.

A jogabilidade é excelente. É daqueles jogos que você usa o controle de lado, como Donkey Kong Returns, o que cansa muito menos. Só é necessário apontar para a tela para tirar dúvidas ou ativar elementos escondidos. Os botões são bem explicados e sempre tem um guia quando necessário.

Mas o que mais gostei mesmo foi o estilo puzzle. Em Super Paper Mario você vê tudo em 2D mas tem a opção de visualizar em 3D. dessa forma, vê elementos escondidos no cenário e resolve os desafios.

A inteligência para jogar se desenvolve rapidamente. De repente você começa a procurar as respostas de forma quase automática, seja vendo tudo em 3D, procurando com o controle na tela, indo e voltando pelo cenário. Aí fica gostoso. E bem nessa hora chega o chefão. O primeiro foi fácil de enfrentar, comparado a outros primeiros-chefões. Aí você ganha o coração e volta para o cenário principal para liberar o próximo mundo.

Com uma história bem amarrada, Super Mario Paper oferece horas de diversão para um único jogador. É uma mistura de RPG (pela vida do Mario e dado que ele evolui, ganhando mais pontos de vida e ataque), action (anda, pula, mata, essa coisa clássica e em 2D para ser ainda mais nostálgico) e puzzle (procurando as respostas de tudo quanto é jeito). No segundo mundo, Peach entra no time com atributos diferentes do Mario, então você também precisa mudar os personagens para resolver os quebra-cabeças.

É para todos os gostos. E pode ser por isso que não tenha agradado. Não sei. Mas enquanto vocês jogam coisas sérias e importantes, tenho um universo muito fofo em 2D para salvar. Até mais.

Coisas que ando jogando

Vocês não esperam que uma pessoa jogue em dois ou três anos o que vocês jogaram a vida toda né? Então ótimo, todo mundo perdoando minha noobice.

Also, esse post foi escrito em inglês noob no meu Playfire pra quem quiser corrigir meu engrish 🙂 Mas achei por bem transcrever no Compulsive porque essa coisa de aniversário é old já.

:: Wii

Eu finalmente desbloqueei meu Wii. É bem legal essa história de vamos-salvar-o-mundo-das-cáries, mas eu tinha pagado R$600 por um console que eu simplesmente não estava usando e isso estava me irritando a níveis alarmantes. Então pode chamar de hipócrita que tanto faz.

Inclusive, se eu puder indicar uma loja de games no ABC é a Life Games (Na Marechal, 658, SBC. É o ponto Djalma Dultra do tróleibus e tem um Playstation2 inflado na galeria. Tel: 4124-9232/4123-0920). O pessoal é bem legal, tem de tudo lá e os preços são show de bola.

Aproveitei e comprei alguns joguinhos pra testar:

Final Fantasy Crystal Chronicles Echoes of Time, que é um jogo muito fofo cheio de pessoinhas fofas :3 Eu tenho problemas sérios de coordenação motora pra me mexer e pular mas tô acostumando com isso rápido e o gameplay desse RPG parece me ajudar. A interface é boba de simples e, talvez por isso, parece ser mais divertido (e fofo) que o Final Fantasy X 😛

The Legend of Zelda Twilight Princess, que parece mais… sério? que os outros Zeldas. Acho que é porque o Link é mais velho 😛 Eu não joguei muito ainda mas foi bem legal montar a cavalo hahaha. Tô meio perdida na história e no mapa. Acho que foi a empolgação. Vou ver com calma depois.

The Beatles Rockband, que eu já tinha jogado no xbox 360 e é igualzinho! Lindo, lindo de morrer. E a jogabilidade de Rockband é milhares de vezes melhor que Guitar Hero, na minha opinião. Ainda não joguei com a bateria nem com a minha irmã – e isso sim vai ser épico!

– E finalmente Star Wars The Force Unleashed e meodeos eu já começo sendo o Darth Vader matando todo mundo usando o wii mote como sabre de luz! *o* Fucking amazing, só digo isso! O jogo ficou lindo no wii também e eu posso destruir o cenário e, nossa, esse valeu a pena!

Pronto, agora tô tendo alguma diversão com o wii 🙂

:: Playstation 2

Parei de jogar play2 :/ Nem encostei mais no Final Fantasy X…

Mas hoje joguei Dance Dance Revolution e eu tenho de dizer que tô um cadin melhor 🙂 Pode me chamar pro hard! hahahah

:: iMac

Tô tomando um remédio que me deixa enjoada, então sou incapaz de jogar Half Life 2 e não tenho jogado muito Left 4 Dead, apesar de matar uns zumbis com a galera de vez em quando.

Eu também baixei Plants vs Zombies (que arrisco dizer, é mais divertido no iMac do que no iPhone 😛 ) e GTA Sant Andreas, mas eu sou a pior jogadora de GTA da história e preciso de um pouco de paciência pra melhorar minha coordenação motora. Só então o jogo ficará divertido de novo.

Quando o enjoo passar pretendo voltar a jogar Portal. Preciso terminar.

:: iPhone

Como presente de aniversário eu me dei créditos na app store então comprei joguinhos novos!

Cut the rope: Cara, eu fico brava porque sou ruim de lógica mas quando dou por mim já tô lá na mesma tela de novo.

Fruit Ninja: Só vou parar de jogar quando passar o score de todos os meus amigos.

Sonic 4: Tentei não criar expectativas mas sabe como é. Tô acostumando com os controles, não achei que ia ser tão ruim não ter o que apertar :/

I Love Katamari: puta jogo difícil! Mas eu quero jogar Katamari há anos então tô tentando aprender e melhorar a coordenação motora! hahaha

Inclusive, se vocês quiserem me adicionar no Game Center é msn[arroba]marta[ponto]preuss[ponto]nom[ponto]br 😉

:: Gameboy Color

Eu revivi meu Gameboy Color porque queria muito jogar o Pokémon Yellow de raíz! hahaahha E na mesma loja onde desbloqueei o Wii tinha uma fita, então comprei, por R$10. Dá pra acreditar que tá R$50 no Mercado Livre?

É isso. Quando a gente joga muita coisa ao mesmo tempo não joga nada direito, né. Eu não jogo nada direito mesmo. Foi mais pra contar as novidades, principalmente com o Wii.

Sobre desbloqueio de videogames

Caso vocês não acompanhem meu twitter, não devem saber que eu sou a mais nova feliz proprietária de um Nintento Wii. Tinha uma promoção incrível no Submarino vendendo por R$600. Não vou colocar o link porque não vou ganhar nada com ele e não sei se ainda está esse preço. Procure.

Enfim, mandei parcelar em 3x e comprei o branquinho. Fiquei toda feliz. Ter um videogame da última geração estava nos meus planos há pelo menos um ano e o Wii sempre foi minha primeira opção (pelo menos até eu ter conhecido o Paulo e ele ter me dado Half Life 2 e começado a minha transformação de casual gamer para gamer, o que me fez ter vontade de comprar um xbox e até me fez tentar dual-bootar meu mac, com o resultado catastrófico de ter formatado. Mas beleza.)

No dia seguinte ele chegou. Era uma quinta-feira. Unbox feliz plenas 23h, instalação feliz, ovulei (oh wait) quando vi que dava pra conectar na internet, joguei boliche, alegria, alegria. Mal pude esperar o fim de semana para desbloquear.

Bom, rolou uma dor no coração. É engraçado porque eu precisei explicar várias vezes o que eu queria fazer com o videogame pra minha mãe: “Ele não roda jogo pirata, mãe. Por isso tem de mexer nele, desbloquear.” “Mas você não pode comprar o jogo original?” “É caro, mãe.”. Eu não curto desbloquear meus gadgets – do mesmo jeito que a idéia do dual-boot me arrepia. Me sinto fazendo algo errado. Tanto que meu iPhone é sem jailbrake e vivo muito feliz comprando meus joguinhos. Depois que comprei o iMac e comecei a viver com atualizações constantes que deixam meu computador seguro, mais muderno e mais rápido, parece idiota abrir mão de algo tão importante quanto a atualização de um software. Quanto a utilização do suporte. Quanto a certeza que aquilo foi desenvolvido e testado e vai funcionar e pronto.

Mesmo assim pensei que cada jogo de Wii custa de R$100 a R$350 (eu quero jogar Mário Galaxy!) e fui ao desbloqueio.

Uma coisa interessante sobre Wiis, minha gente, é que a numeração do console interfere no tipo de desbloqueio. A numeração mais nova é mais difícil de desbloquear (obviamente) e, portanto, mais cara (combo de obviedade). Sendo meu Wii comprado no Submarino, a numeração deve ter sido feita ontem. Não obstante, o sistema mais fácil de desbloquear é o 4.2. O meu até veio com o 4.2, mas com ele a internet não funcionava e eu achei tão AWESOME a idéia de ter a internet na minha tv (vamos todos fazer de conta que não conecto o netbook infinitas vezes na tv) que eu TIVE que atualizar pra 4.3. (Esse vai ser nosso segredinho, tá?). Desbloquear o 4.3 é ainda mais difícil.

Eu vi tutoriais e fiquei com medo de fazer e zoar o console (ainda trauma de ter formatado meu mac) e achei melhor pagar pra alguém levar a culpa caso dê errado. Fui atrás de orçamentos.

Tem uma loja de games perto de casa muito boa onde comprei meus últimos jogos (piratas) de play2. Fui lá, ainda com o firmware 4.2. Me fizeram esperar 20 minutos para dizer que o desbloqueio sairia por R$350. Trezentos e cinquenta, gente. Eu disse “Não, obrigada” e fui pra casa. Lembrei das lojas em São Bernardo. Na famosa Kero+Games eles nem faziam o desbloqueio. Então achei ainda mais uma (adiciono o nome depois porque o cartão tá na minha bolsa e sabe como é, né.). O cara foi super atencioso e me explicou tudo. A essa altura eu já estava com o 4.3 e meio em pânico porque os tutoriais eram assutadores (IMHO). Ele me mostrou o “chip” (que é uma placa na verdade) e comentou que precisaria de um jogo específico pra destravar (li sobre Indiana Jones ou Super Smashing Bros) que ele não tinha na hora. Ia sair por R$320.

Fiquei muito frustrada, meti o play2 na tv grande (tem um monte de tv em casa e só uma presta) e joguei Final Fantasy X o fim de semana todo. No trabalho, reclamei dos preços absurdos.

Ouvi duas sugestões:

A) Por que você não vê na Sta Ifigênia quanto tá? De fato, eu tinha esquecido. O mundo é mais barato naquelas bandas e eu conheço um lugar confiável. Por mim, era isso. Mas aí, hoje, no almoço, um cara com opiniões fortes (digamos assim) disse

B) Desbloquear pra quê?
Eu: “Porque os impostos no Brasil são ridículos e os jogos são caríssimos”.
Ele: “Pra mim, devia ser assim: tem dinheiro compra o jogo; não tem fica sem. Centenas de pessoas trabalharam pra fazer isso e você vai lá e rouba?”
“Eu concordo com você, cara, tanto que meu iPhone é sem jailbreak. Mas jogos de Wii são caros demais.”
“Mas você só vai jogar uma coisa de cada vez. Compra aos poucos.”
“Magina brother, se fosse xbox ou ps3 eu até concordava. Mas Wii cansa rapidão, as pessoas jogam boliche e querem trocar de jogo.”

E aí todo mundo começou a atacar ele e perguntar se todos os programas do computador dele eram originais (I don’t give a damn e não acho que isso seja algo que quebre o argumento dele, dado que estávamos falando de jogos, mas tanto faz.) e por mais que eu tenha sido irredutível na hora, isso não saiu da minha cabeça.

Sabe, eu fiz faculdade de Mídias Digitais. Tenho amigos designers, animadores, modeladores, escritores que poderiam estar fazendo games com um puta sucesso de carreira… se isso existisse no Brasil. A Ubisoft teve um corte de funcionários e, sinceramente, não adianta fazer de conta que a culpa não é um pouco nossa também.

Já vi gente no Google Reader falando que a culpa do iPhone ser caro é porque tem burguês classe média leite com pêra que paga um preço desses pelo aparelho. Mas vou ficar sem o celular que mais atende as minhas necessidades só porque sou revoltadinha contra o preço? É como ir a pé porque a tarifa do ônibus vai aumentar.

Eu reclamo do Brasil o tempo todo e meu plano pra sair daqui começa a engatinhar dia primero de janeiro do ano que vem. Os impostos são ridículos e me fervem de raiva. O Jogo Justo é uma ótima iniciativa e seria fabuloso se fosse pra frente. Desbloquear meu Wii e comprar jogos piratas vai ajudar o processo? Infelizmente, acho que não.