Category Archives:Buraco negro

Bem vindo ao DdB

Não é a primeira nem será a última vez que mudo a linha editorial do blog. Que mudo o blog todo. Mudo esse blog tantas vezes e tenho ele há tanto tempo que os posts com mais de 3 anos precisam de um aviso indicando que mudei de opinião. Mas gosto de manter o histórico. Acho que nossa história faz parte de quem a gente é. E por mais que me envergonhe de algumas opiniões que já expressei aqui, não vou apagar tudo. É muita história pra desapegar.

Porém, chegou mais um daqueles momentos que mudar é preciso. Eu mudei, o blog precisa acompanhar.

Já não tenho tempo para escrever posts grandes. Para esbravejar. Estou em uma fase de textos curtos, meio que sem começo nem fim. Por isso o nome “Diário de Bordo”. Para ser mais frequente, com textos menores, flashs da vida lá fora. Aqui fora. Enfim.

Mais uma vez, o Medium me motivou. Fiz um texto lá porque às vezes eu abro o notepad e escrevo qualquer coisa pelo dia só pra desabafar, e às vezes a coisa não cabe em um tweet ou não cabe no estilo do Facebook. Então publiquei um texto desses soltos lá. E fez muito sentido pra mim.

(“faz sentido” e “é uma provocação que eu trago” são jargões que peguei da firma aqui em Santa Catarina. Jargões que, agora, fazem sentido. Fica a provocação pra ver se serve pra ti).

Eu queria usar mais imagens e mais gifs, mas a verdade é

Pra ser sincera, deve ter outros blogs com esse nome, né? Espero que tudo bem eu ter um também.

No mais, tão empolgada com o tema :3

Enfim. Bem vindos. Vamos lá, juntos, falar bobagem mais uns anos.

Artrodese de tornozelo

Ontem fez dois anos da minha segunda operação no tornozelo. Quebrei o tálus em 2011, colocando dois parafusos, mas sentia muita dor até 2013, como uma faca entrando entre os ossos a cada passo. Deixei de ir almoçar com o pessoal, por exemplo, porque não aguentava andar até o restaurante. Precisei da ajuda de uma bengala. Enfim, estava difícil.

Voltando ao ortopedista, fiz exames e o tálus não estava recebendo irrigação sanguínea o suficiente. O osso estava necrosando e, a cada passo, eu pressionava meus nervos – por isso doía tanto. Tive duas opções: esperar o fluxo sanguíneo voltar à região, que poderia ou não acontecer, ou fazer uma artrodese de tornozelo.

A artrodese é a junção de uma articulação e pode ser feita em outras partes do corpo também. Portanto, ao fazer isso, eu não conseguiria mais mexer o tornozelo. Um ferro seria colocado na minha perna, outro entrando pelo calcanhar, formando um “L”. Isso me sustentaria, de forma a não pressionar mais o nervo, e eu sentiria menos dor.

Meu pé.

A photo posted by Marta Preuss (@mapreuss) on

Escolhi pela operação porque estava em um emprego estável, morando perto dos meus pais, parecia um bom momento.

A operação foi tranquila, fiquei poucos dias no hospital. O médico até queria me liberar antes, mas estava com bastante dor e não quis voltar. Fiquei três semanas sem poder colocar o pé no chão. Depois tiramos o gesso e aí, vacilante, comecei a dar os primeiros passos.

Meu dedão ficou muito sensível. Eu não conseguia dormir sem tylex e prebictal porque só do lençol passar nele era uma agonia terrível. Eu sentia umas cãimbras também, sem poder esticar o pé. Foi meio incômodo. Isso foi no inverno de 2013, que fez um tanto de frio, o que dá mais dor.

Meus primeiros passos foram difíceis. Tentava pisar na ponta do pé mas não tinha força o suficiente ainda. O pé ia pra frente, virado pra fora. Era meio engraçado. Fiquei com medo de andar daquele jeito pra sempre.

Fiz fisioterapia e novos exames e eventualmente o médico disse que ele fixou meu pé com um ângulo, e não reto, “já que mulher usa saltinho”. Fiquei muito, muito brava, porque ele fez isso sem me consultar. Eu já tinha uma perna maior que a outra, eu nunca usei saltinho nenhum, e ele assumiu, pelo meu gênero, que eu queria isso. Demorei mais de ano até achar um sapato com o ângulo correto, a altura de salto ideal. Mas comprar tênis, por exemplo, é um inferno.

Bem, hoje sinto menos dor, mas ainda a sensibilidade é meio esquisita. Sinto o nervo desde os parafusos na perna até o dedão. Meu pé aumentou um número, graças ao parafuso no calcanhar, e minha unha do dedão vive encravando.

Não consigo correr nem pular. Se eu fico em pé muito tempo (tipo, ontem teve uma festa e fiquei sei lá das 18h às 22h em pé), dói bastante. Hoje incha menos, mas no primeiro um ano inchava demais. Demais mesmo. Precisei voltar a usar meia de compressão. Eu consigo fazer yoga do meu jeitinho, rs, mas é bem ruim não conseguir ficar em pé com o pé retinho. Descer escadas também foi um desafio, mas hoje consigo um pouco melhor.

Precisei fazer nas circustâncias mas hoje me arrependo um pouco. Veja bem, o tornozelo dói menos: esse inverno que começou, que estou em Santa Catarina, está bem ok. O yoga aqui ajudou bastante. Mas entrei em contato com outras formas de ver o problema, a forma como seu corpo reflete as angústias da alma. Nesse sentido, e também se tivesse feito yoga antes, talvez não precisasse ter fixado a articulação.

Demorei dois anos para escrever esse texto porque não quis escrever antes de estar 100% curada. Daqui pra frente pode melhorar um pouco mas não deve mudar muito. Se você precisa fazer, vai dar tudo certo: consigo andar numa boa, fazer minhas coisas, vida segue. Mas se você tem opção, dá outra olhadinha. Toda articulação faz falta. E, claro, se você for mulher, lembre-se de comunicar ao seu médico se você quer ou não um “saltinho”.

Manda mais bad que tá poco (não)

Eu sinceramente acreditei que ia ser mais fácil lidar com a depressão em Santa Catarina, comparado a São Paulo. Não achei que ela fosse me deixar; mas achei que ela ia se dissolvendo aos poucos, como uma névoa, e ficar lá quietinha no canto dela mantida calma sob efeito de pouca sertralina e talvez nenhuma lamotrigina. Ilha da magia né. Trocar as marginais pelo mar, o trânsito por vinte minutos de ônibus, sair de um grande jornal para trabalhar em uma startup, etc.

Não foi isso que aconteceu. Aqui tive a pior crise depressiva desde o acidente.

A vida do lado de fora impacta o lado de dentro, e a gente fica desesperado procurando justificativas por estar se sentindo tão mal. Meu emprego estava mal. Meu marido, desempregado. Devendo muito dinheiro pro banco. Minha casa era temporária. Mas aí o lado de dentro piora o lado de fora. Não tinha libido. Não tinha energia. Só cansaço e sono e a certeza que queria morrer.

A diferença entre a primeira e as próximas crises de depressão é muito grande. Na primeira você não tem certeza de nada; a vida parece ter mudado e aquele novo estado, gosmento e cinza, é absoluto e infinito, como se as coisas sempre tivessem sido assim mas só agora você as enxergou como realmente são, e não o oposto. Depois de quatro anos com depressão, com idas e vindas de humor e remédios, quando bate a bad de novo você sabe o que esperar.

Isso não torna as coisas mais fáceis nem por um segundo.

A diferença é que você sabe que caiu na correnteza só por um momento, mas logo vai conseguir chegar em terra firme de novo. É só esperar um pouquinho e não fazer nada estúpido, como terminar um namoro, cortar o cabelo ou se jogar do viaduto, por mais vontade que dê, por mais óbvio que pareça que é a única opção.

Você prende a respiração e espera. O que na prática é chorar a madrugada inteira e o próximo dia inteiro e ir em modo zumbi para suas obrigações, se conseguir, e não fazer mais nada, e esperar acabar e querer morrer.

Mas você não morre. Porque é só seu cérebro meio gripado.

E quando o remédio finalmente faz efeito cai o estalo que você precisava, o galho para você se agarrar. Você percebe que estava comparando coisas erradas, que na verdade você é até ok e de repente aquela mão na cintura arrepia de novo e você tem muita vontade de transar, tipo, o tempo todo, e fica feliz por não ter feito nenhuma merda.

Pelo menos isso.

Mas se você fez alguma merda, também, tudo bem sabe. Você estava doente. É uma droga porque você vai precisar lidar com as consequências mesmo assim, mas você estava do-en-te. Acontece.

Sei que esse tema é um pouco recorrente por aqui, mas tô lendo A Redoma de Vidro, por indicação da Lec. Nunca vou escrever uma resenha melhor do que essa da Teoria Criativa. Leia a resenha antes do livro pois: triggers. E se você tem problemas com triggers, nem comece a leitura, porque aí você se apega à personagem e já era, precisa continuar lendo. E você se apega a ela muito rápido.

No mais, hoje estou bem melhor. O trabalho melhorou muito, mudamos para uma casa mais barata e “definitiva” (pelo menos não tenho prazo pra sair de lá), Eduardo fez várias entrevistas, dobrei o remédio e a libido voltou (uhul /o/). Mas é sempre importante lembrar que depressão é real, bipolaridade é real, que precisa de tratamento. O que não é real é como a vida parece de dentro dela – por mais que pareça.

Jogo inclusivo: Rogue Legacy

Quando a gente fala em jogo inclusivo metade da galera encolhe os ombros, dá uma arrepiada, respira fundo e espera que seja uma porcaria. Rogue Legacy existe para provar que jogos que contemplam minorias não precisam ser chatos ou mal-feitos.

Quem me apresentou foi meu amigo Lucas que chama o estilo do jogo de MetroidVânia (misturando Metroid com Casltelvania), mas não sei se ele fez isso pra me irritar porque detesto esse estilo de jogo. É daqueles jogos de plataforma que você vai morrer porque é difícil demais continuar. Aquelas fases que você tem de fazer mil vezes a mesma coisa, já que morre toda vez, e chegar naquele chefão impossível que você vai demorar dias pra derrotar. Pensando agora poderia chamar MetroidMegaManVania of evil and darkness.

Morro de preguiça dessas coisas, mas Rogue Legacy tem estratégias para superar esse sentimento de frustração que são bem interessantes:

  • O cenário é composto de telas que se apresentam de forma aleatória. Cada vez que você entra no castelo, ele está em outra disposição. Então você não precisa passar por coisas frustrantes na mesma ordem.
  • O personagem também muda – e aqui que entra o xis do jogo.

Em Rogue Legacy você é um guerreiro que precisa vencer os monstros do Castelo, Floresta, Torre e Porão para ganhar. Mas cada vez que você morre, vem outro guerreiro em seu lugar. Tem várias classes de guerreiros: magos, ninjas, bárbaros… Cada um deles com uma arma invocada por mana. Uma quantidade igual de personagens masculinos e femininos e… um monte de defeitos.

Temos personagens com déficit de atenção, miopia, astigmatismo, daltonismo, hiperatividade, savant e muitos outros. Às vezes isso muda sua percepção do jogo: no daltonismo, a tela fica em tons de cinza. Na hiperatividade você se mexe mais rápido. Quando o personagem é gay, não tem diferença nenhuma (o que eu adorei).

Misturando as habilidades do guerreiro, suas armas e seus “defeitos”, que são mais características, você tem mais chances de derrotar chefões específicos. E fica muito mais divertido.

Aqui em casa a gente comprou pra Steam em uma promoção (coloque na sua wishlist!) e joga com o controle do Xbox. Quando um morre, é a vez do outro. É bem divertido para jogar assim – e menos cansativo – mas já joguei sozinha por horas. É um jogo bem bacana para ver que nossos defeitos na verdade são apenas características. E que todos podemos ser heróis.

Se você quiser comprar, além do Steam tem também para várias outras plataformas. Roda em linux 😉 Vá lá no site do Rogue Legacy e escolha sua plataforma favorita. Divirta-se!

Viva seu luto

Comecei a fazer análise esse ano. Faz quatro anos que faço terapia “comum”, psicoterapia, mas esse ano comecei a fazer psicanálise. Está sendo um processo muito interessante, intenso e… doloroso.

A psicanalista fez um comparativo para me explicar a diferença entre os tratamentos. Se você vai ao médico porque rói unha, por exemplo. O psiquiatra vai te dar uma medicação para que você fique menos ansioso, e consequentemente roa menos unha. A psicoterapia vai te falar como é ruim roer unha, né, e as pessoas acham meio feio, então você não deveria roer unha, vamos parar de roer unha ok? E a psicanálise vai no fundo da questão, procurar por que você anda tão ansioso, para resolver isso e você parar de roer unha.

Parece lindo e maravilhoso, mas na prática é intenso, dolorido e bem efetivo. Eu já queria algo nesse sentido pra mim faz tempo: algo que me colocasse no controle de mim mesma, me entendesse profundamente e me ajudasse a evoluir emocionalmente. Nem o yoga nem a psicoterapia têm tanto poder disso quanto a análise.

(Ainda tomo remédios, mas meu psiquiatra está deixando beeeem a desejar então acho que vou trocar. Acho que minhas químicas estão todas fora de lugar.)

Enfim.

Nessas conversas com a analista ela foi me ensinando como a gente sente as dores errado. Digo, a gente sempre tenta afastar quando dói né? Quando você queima o dedo, antes de você saber que tá queimando você já contraiu o braço. Com dor emocional é a mesma coisa, principalmente com coisa que você acha meio boba. Por exemplo, se você foi ao banheiro da empresa e faltou água; e você teve de avisar pra todo mundo no chat que bem, algo deu errado; e você tem de subir escadas na frente de todo mundo com baldes de água para fazer as vezes da descarga. Isso tudo é só um grande “poxa, acontece. que bobagem ficar triste por isso. que besteira” e você ignora que aconteceu. Mas por dentro aquilo tem um peso enorme pra ti (digamos que você foi ensinada que não pode usar o banheiro fora de casa porque suas necessidades são as piores do mundo todo) que tu evita sentir. E depois volta tudo junto.

pain

A analista também me explicou que toda perda é uma dor. E perda não é sobre dinheiro ou mesmo oportunidades. Todas as vezes que você queria fazer uma coisa e não conseguiu, aquilo é uma perda: desde estar sem trocado pra comprar um bombom depois do almoço até a morte de um parente. Só que as pessoas de fora que mandam na sua tristeza. Se você perde um parente, que às vezes você nem gostava muito ou mesmo detestava, você TEM de ficar triste. E mesmo que você esteja na pior das TPMs e seu dia foi uma bosta, não poder comprar um bombom não justifica tristeza.

Acontece que as pessoas de fora não sabem nada sobre você. E elas estão erradas.

Então você precisa de um período de “luto” para todas as perdas que você tem, mesmo as que te dizem que são pequenas. Luto não de ficar de preto; luto de sentir aquela dor, aquela perda, falar sobre aquilo, esgotar toda a dor e seguir em frente.

A gente não faz isso. A gente diz “ok foi só uma besteira, deixa pra lá”. A gente precisa ser feliz o tempo inteiro: “não fica assim”, “isso passa”, “mas não foi nada”. Só que os lutos não sentidos vão se aglutinando dentro de ti, e você acaba tendo um coágulo, uma trombose de tristezas: a depressão.

(Nem sempre, mas) às vezes a depressão é uma dor enorme sem sentido porque todas aquelas pequenas dores se transformaram num grande monstro da dor e você já não sabe mais porque ele está ali, daonde ele veio, como que isso aconteceu.

Voltei a fazer terapia porque eu estava com flashs bem desconfortáveis. Eu tava de boas de repente lembrava de uma situação embaraçosa do passado. Aquilo fazia eu me sentir péssima, acabava com a minha auto-estima e eu continuava dizendo “pff que bobagem, Marta, faz anos isso” e eles continuavam voltando. Aí com essa conversa toda, fui instruida a curtir o meu luto. Cada vez que um flash voltava, eu sentia profundamente a dor que precisava sentir.

Fiquei duas semanas bem introspectiva, meio triste mesmo, mas senti. E foi se dissolvendo. E os flashs pararam de vir.

Mas aí veio o próximo desafio: sentir o luto no dia-a-dia.

Eu percebi que não tenho tempo pra isso.

Não dá pra você parar o trabalho e começar a sentir toda a tristeza e raiva e cobranças do dia. Você precisa deixar de lado e prestar atenção. Você precisa se concentrar. Você precisa fazer. Você precisa entregar resultados.

Isso porque eu moro em Florianópolis (apesar de, atipicamente, ter pego um freelance e o tempo tá bem puxado mesmo). Quando morava em SP, essa opressão é tremenda, porque além da cobrança ser maior, não tem um refúgio, a casa fica longe demais, é tudo cimento e trânsito.

Quando é que dá pra sofrer lutos tão grandes? Porque quanto mais o tempo passa, mais valor eu dou para os meus sofrimentos. Eles dóem mais, porque o dedo queima e eu deixo no fogo até a chama apagar, ou até o dedo acostumar com o calor (estou nessa fase. Acredito que no futuro vou ser capaz de apagar o fogo, talvez? Lidar com o fogo melhor? Puxar o dedo antes de queimar? Não sei).

Olhar pro mar me relaxa. Pé na areia também. Ver plantas, respirar ar puro. O yoga ajudou bastante. O exercício, a meditação, o carinho do relaxamento. Me emociono, várias vezes. De chorar de soluçar nas meditações guiadas.

Mas pra sentir o luto todo, bem, eu cheguei em casa e chorei, né. Chorei que só a porra essa semana. Chorei dos olhos ficarem inchados e senti, senti tudo que consegui.

Ajudou? Não sei.

Mas no dia seguinte eu levantei (sem conseguir abrir os olhos muito bem, rs) e segui em frente. Parece simples, parece o normal e o esperado, mas houve épocas que eu não conseguia fazer isso. Que o dia seguinte era uma continuação do grande pesadelo que foi o dia anterior. Que nada ia melhorar nunca mais.

Aos pouquinhos a gente vai se entendendo. Eu só queria compartilhar algo que a gente nunca dá muita atenção né. E faz muita diferença.

Boa sorte :).

Deu saudade de blog

Essa semana eu tava lendo o blog da Lec e um dos posts dela tinha a tag Rotaroots. Fiquei bem curiosa e, quando fui ver, era um esquema de rotatividade de blogs, hahah. Para quem não sabe, antigamente não tinha facebook, o orkut veio depois; a gente tinha salas de bate-papo, ICQ e MSN no máximo e isso era bem focado em pessoas, não em conteúdo. Então os grandes blogueiros da época (e alguns donos de template-shops) faziam isso de banner rotativo: você cadastrava o seu e colocava o “selo” no seu blog. Todos os outros blogueiros faziam igual. Então seu blog aparecia no deles, e o deles no seu, aleatoriamente.

A blogosfera e a internet evoluíram, naturalmente. Nossos blogs pararam de ser sobre nosso dia-a-dia, nosso diário virtual, nossas agendas cheias de clipes e papéis de bala, para falar de coisas sérias. Afinal, com uma quantidade absurda de gente escrevendo, claro que ia se sobressair quem tivesse conteúdo relevante. E a gente amadureceu, também. Claro que o que eu escrevo aqui não é o que eu escrevia no meu blog antigo. (Pagando mico pela nostalgia: http://marta.zip.net/)

(pausa por meia hora porque encontrei um fotolog antigo e fiquei aqui sendo nostálgica).

Enfim.

Houve uma época que tinha esse sentimento de superioridade de mudar a linha editorial do blog para falar de coisas importantes. Confesso que ainda tenho isso com o Medium. Quando vou falar de algo polêmico, profundo, escrevo lá. Como se eu tivesse algum tipo de vergonha de ser, bem, isso que eu sou a maior parte do tempo.

Na verdade, tenho. E não quero continuar tendo.

Nos últimos anos fiz um trabalho intenso de auto-aceitação e amor próprio na parte física. Hoje em dia, mais do que nunca, me acho a maior gata. Anos atrás, quando eu era magra, eu editei minha foto na praia. Esse ano postei com orgulho, me achando verdadeiramente maravilhosa, mesmo consciente que o padrão não é esse – isso só não me aflige mais.

E agora, afim de lidar com as minhas crises diárias de flashs vergonhosos do meu passado, preciso encarar quem eu sou e gostar do que vejo. Acho que tudo bem eu não ser intelectual, madura, adulta, bem-resolvida. Estou com 27 anos e ainda não conheço nenhum adulto que seja. Os que são, ou é uma máscara, ou em sua maioria perdem sua capacidade de se aperfeiçoar, acreditando que já “chegaram lá”.

Eu nunca quero chegar lá.

Então estou… não regredindo, mas assumindo quem nunca deixei de ser. E me divertindo. Porque blog é pra ser divertido, senão não faz muito sentido.

 Este post faz parte da blogagem coletiva do Rotaroots, um grupo de blogueiros saudosistas que resgata a velha e verdadeira paixão por manter seus diários virtuais. Quer participar? Então faça parte do nosso grupo no Facebook e inscreva-se no Rotation.

Vai ter mais TAG sim: Liebster Award

liebsterawardA Sybylla do Momentum Saga me tagueou em outra tag então, apesar do atraso, vamos nessa.

Regras:

  • Escrever 11 fatos sobre você.
  • Responder às perguntas de quem te indicou a TAG.
  • Indicar de 11 a 20 blogs.
  • Fazer 11 perguntas pra quem você indicar.
  • Inserir no post uma imagem com o selo Liebster Award.
  • Linkar de volta quem te indicou

11 fatos sobre mim:

  1. Sempre fui ansiosa então eu ficava frustrada de ter sete anos e não saber ler ainda. Meu pai falou “calma, cara, você vai aprender aos poucos” e acalmei.
  2. Eu odiava muito a leitura obrigatória do vestibular. E eu não consigo fazer coisas que não fazem o menor sentido pra mim. Então já teve vez da minha mãe me trancar no quarto pra eu ler algum clássico que nem lembro mais qual era.
  3. Leio rápido quando o livro é gostoso de ler, interessante e fácil. Já li Harry Potters em dois dias.
  4. As pessoas dizem que eu leio muito, mas não é nada demais ler as coisas que eu leio.
  5. Muitas vezes troco almoços com as pessoas do trabalho por almoços com livros e não me arrependo.
  6. Tento aceitar as adaptações mas quando elas perdem a essência e viram outra coisa (como Percy Jackson, meu deus o horror) fico bem brava.
  7. Aliás, gosto muito de ficção científica e literatura infanto-juvenil. Não tenho vergonha disso.
  8. Consigo ler em praticamente qualquer ambiente, mas o lugar onde mais estou acostumada é ônibus. Antes eu ficava horas demais no ônibus então aproveitava a viagem para ler.
  9. Posso ler em inglês, mas demora demais e me irrita. Demora o tempo normal, acho, rs. Aí parece que não estou evoluindo na leitura e me dá preguiça. Além disso meu entendimento é meio superficial. Deveria investir mais nisso mas não gosto.
  10. Não curto acumular livros. Só guardo comigo os que amo muito e os autografados. Isso dá uns 20. O resto é tudo digital.
  11. Livro pra mim é entretenimento. Não faz sentido me forçar a ler algo chato. A vida é curta demais e tem livro demais para insistir em algo que não vai para frente.

Minhas respostas:

1. O hábito da leitura vem de onde?

Minha mãe é bibliotecária e meu pai me ensinou a ler, me botando no colo enquanto lia o jornal. Ler sempre foi algo muito natural para mim; mas tenho de admitir que ter amigos que lêem também ajuda a manter o fogo aceso. Assim como acompanhar séries juntos, poder conversar sobre livros é bem legal.

2. Você prefere livros físicos, ebooks, ou os dois?

Gosto mais de ebooks pela praticidade, mas claro que ainda gosto de livros físicos. Só não são mais os primeiros que eu compro.

3. Você tem e-reader?

Yup, já tive um kobo e agora tenho um kindle.

4. Qual seu gênero literário preferido?

Ficção científica, de longe.

5. Lê literatura brasileira?

Não gosto de clássicos brasileiros por trauma do ensino médio. Mas autores brasileiros leio, sim, principalmente se for fantasia ou ficção científica.

6. Gosta de ler resenhas antes de comprar um livro?

Não costumo ler antes, mas gosto de ler depois que li hahaha para ver se concordo com a resenha ou me adiciona alguma camada de significado.

7. Qual sua série literária favorita?

Fronteiras do Universo, cujo primeiro livro é A Bússola de Ouro. Mistura ficção científica, fantasia e uma personagem mulher maravilhosa.

8. Lê, em média, quantos livros por mês?

Então. Ano passado eu conseguia ler 3 ou 4 por mês, dependendo da empolgação. Esse ano não consegui voltar ao ritmo. Depois notei: antes eu ficava muito tempo fora de casa e precisava de um hobbie mais… mobile, rs. Hoje com mais tempo em casa me dedico a séries ou aqueles livros de pintar.

9. Tem preconceito com algum gênero literário? Por que?

Não gosto de clássicos, principalmente os nacionais. Acho chatos, longos, sem sentido no final das contas. Nada acontece, feijoada. Entediante demais. Não me acho inteligente o suficiente para gostar disso.

10. Compra livros online ou prefere ir à livraria?

Eu amo ir a livrarias. Livrarias são bibliotecas com apelo para a compra. Muitas vezes eu vou à livraria, fotografo os livros que gostei e depois procuro para comprar online a versão digital.

11. Autor ou autora da qual você não perde um livro sequer?

Neil Gaiman! <3 Meu TCC foi baseado nele e desde então tudo que aparece dele eu quero ler. John Green também, e ele é mais fácil: tem menos livros e são obras mais fáceis de ler 🙂

E agora 11 perguntas para vocês:

  1. Tem algo que você se arrependeu de ter perdido o tempo lendo?
  2. Se você pudesse investir em uma adaptação, qual livro você transformaria em filme ou série?
  3. Já aconteceu de você ler um livro digital e comprar a versão física? Qual?
  4. Com qual personagem você gostaria de fazer amizade na vida real? Ok, no máximo três 😛
  5. Existe algo que você quer muito ler mas ainda não teve tempo?
  6. Você acha o preço dos ebooks justo? Por que?
  7. Já teve vontade de escrever seu próprio livro? Sobre o que seria?
  8. Teve algum livro que você não dava nada, mas quando leu se surpreendeu?
  9. E qual é aquele livro que, na sua opinião, toda pessoa viva precisa ler?
  10. Um livro que mudou sua forma de ver a vida.
  11. Lendo neste momento…?

Convocando Lecticia, Demétrius, Pôlo, Nana e você também. Meu network de blogs não tá tão grande rs. Quem não tem blog pode responder aqui ou no Fb 🙂

O machismo interior

Dia 8 de março, dia da mulher, e como é de nossa tradição é hora de falar mais sobre isso aqui no blog. Esse ano eu estou com outro foco na cabeça. Já faz um tempo que venho pensando em escrever sobre isso, e hoje é o dia ideal.

Nunca fui a mais feminina das mulheres. Nunca gostei muito de boneca (Susi >>> Barbie), mas já ganhei patins, skate e bola de capotão de presente porque pedi. Usava roupa larga, falo mais palavrão que muito homem e sempre fui meio nerd. Desde pequena, não de mais velha. Na minha “cidade imaginária” eu chamava os Borgs de “bruxas” e, se eles me tocassem, eu viraria toda de metal.

Isso porque eu nunca fiz parte do padrão que se espera de uma mulher. Diferente da minha irmã, toda delicada, eu sempre fui mais gordinha e, claro, toda manchada né. A gente fez um teste para TV uma vez e eu sempre quis ser atriz. Mas só a Laís participou. O teste era caro e ela era a bonita. (não foi uma escolha da minha mãe, mas da entrevistadora). A Laís na verdade odeia público e é extremamente tímida como toda menina deve ser (e ao contrário de mim), então não deu certo.

Foi fácil começar a trabalhar com tecnologia. Eu tinha um computador em casa e um pai analista de sistemas, mais um monte de apostilas, muito tempo livre e uma paixão esquisita por blogs, já que sempre gostei de escrever. Tinha uma template shop aos 14 anos. Fiz dois anos de curso e queria ser designer, porque naquela época não existia front-end, mas no desenrolar da minha carreira descobri que gostava mesmo era do meio termo.

Logo nos primeiros anos eu trabalhei em agência. Numa pequena, do ABC, meu chefe me apresentou dizendo “Esta é a Marta, ela vai cuidar do seu projeto” e o cliente disse “Ela?!”. Essa época eu era faz-tudo, de atendimento a gerente de projetos, e ensinava HTML e PHP para um colega de faculdade que trabalhava comigo. A essa altura eu já sabia mais de PHP que meu chefe.

Depois, numa agência grande, é que as coisas realmente ficaram complicadas. O machismo no ambiente de trabalho é meio velado. Atendimento gata é burra. Então se eu fosse uma programadora meio feiosa, acho que tudo bem, né? Eu era mano. Aquela menina com zero sex appeal, que fala palavrão, é meio nerd e obviamente… machista.

Eu não sabia que era machista. Mas me sentia, de certa forma, superior a todas aquelas “meninas fúteis” que só falavam de cabelo, maquiagem, roupa e dietas. Na verdade me sentia péssima por não servir em nada disso; e mesmo que me esforçasse, nunca chegaria lá. Meus colegas namoravam meninas assim, e eu era sempre a solteira. Eu não entendia: como uma menina tão legal, tão inteligente quanto eu poderia continuar solteira, enquanto meus colegas namoravam as gatas-sem-conteúdo?

Cheguei à conclusão, nessa época, que tudo se resumia a: sexo. Conseguir alguém para transar era realmente importante para aquelas pessoas adultas (eu ainda não estava pronta para aquilo, mas um dia seria madura assim). As mulheres se arrumavam para sexo, e os homens corriam atrás delas por sexo, e se tudo se resumia a isso, então claro que as gatas precisam ser gatas, magras, bonitas, e também era claro que eu ia continuar solteira, apenas por escolher não ser assim.

O que me fez ainda mais machista. Para mim, quando a Geisy Arruda andou com aquele vestido, não foi porque ela quis, mas porque ela queria chamar atenção de homem. Quando minha colega de trabalho gata mostrou as amigas dela como um catálogo no Orkut (na época), era porque homens queriam comer mulheres. E assim que a banda tocava: mulher serve para dar. Homem serve para comer. Mulher quer chamar atenção de homem. E eu era superior a isso tudo, porque só queria viver minha vida em paz e julgar as outras.

Acontece que eu cresci e essa hora de sexo virar beijo na boca nunca chegou pra mim. Sempre fui meio caretona, acabava tendo amor-de-pica e nossa, Deus sabe o quanto já chorei por ter me apaixonado por babaca que me comeu. Outras coisas aconteceram, como sair do armário (pra mim mesma. Quando notei que era bi, aos 16 anos, me reprimi porque estava cercada de religião por todos os lados e “a sociedade acha isso muito feio, Marta. Você vai sofrer muito se for lésbica”) e a vivência na internet, quando fui tão bombardeada que acabei indo amolecendo aos poucos.

Pertencer a uma cultura machista é viver uma auto-desconstrução diária. Lembro quando eu tuitei “Ai você quer ser feminista tudo bem, mas raspa as pernas pelo menos” e a Fabiane Lima respondeu “Pra ficar toda me coçando depois? Eu não!” e eu pensei “porra, é mesmo né? Isso não faz o menor sentido”. Homem ser peludo não é nojento. Por que deixamos uma marca (a Gilette no caso) nos influenciar tanto?

Finalmente percebi que não é tudo sobre sexo. Que mulheres não existem apenas para serem comidas, mas existem como pessoas que têm outros desejos e aspirações além de ter um homem. Que ninguém precisa ter um homem. Então, quando deixei de ser machista, comecei a ser mais vaidosa. Não havia mais perigo: eu estava fazendo por mim, de verdade. Pintar as unhas é divertido, quando tenho vontade. Maquiagem também. Mas não preciso fazer todo dia. Só quando eu quero.

Comecei a defender minhas colegas. Comecei a questionar o machismo dos caras. A brigar com eles quando eles estavam sendo babacas. A mostrar que não, mulher não tem de só ficar na cozinha não, que ela tem mais o que fazer que cuidar do cafezinho do amado. Finalmente virei “Marta, a feminista chata”. Porque me recusei a ficar calada. Porque cansei de ouvir e rir de piada machista. Porque aqui não vai desmerecer mulher nenhuma, não.

Os rapazes deixaram de me achar engraçadinha e começaram a reparar se eu estava por perto antes de falar alguma besteira. Episódios que antes eu achava naturais ou corriqueiros começaram a ter um peso imenso para mim, como assumirem que eu não programo hoje porque é “muito complicado” pra eu fazer ou me pedir para trazer o café ou esperar que eu lave a louça. “Mas você é a mulher da equipe, Marta” “E você me contratou para ser front-ender e não sua empregada”.

Hoje brigo, brigo muito. “Não pode, Marta, é feio”. Que pena. Feia, sempre fui.

Note: não estou culpando as mulheres que se comportam assim, mesmo porque fui uma delas. Só quero trazer a (auto) reflexão. Será que fazer parte do clube do bolinha a) é uma coisa real e b) é sequer uma coisa boa? Será que não estamos nos enganando para conseguir sobreviver em um ambiente hostil? E principalmente: será que devemos continuar aceitando isso?

Acho que não. É uma longa desconstrução. Nunca culpe uma mulher pelo machismo dela: ela está cercada disso por todos os lados, cresceu ouvindo as mesmas coisas, e demora para desconstruir. É um trabalho de formiguinha. Um dia a gente chega lá.

A tatuagem infeccionou

Quando fiz meus gatinhos fiquei toda feliz. Foi uma tatuagem espontânea e fiquei muito satisfeita com o estúdio e com o traço do tatuador. Só que, logo no começo da cicatrização, notei que tinha algo estranho.

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Tive de procurar a diferença entre infecção e inflamação. Inflamação é quando o corpo tenta reparar algo que está errado, o que é de se esperar em uma tatuagem, que é uma agressão à pele. Pode arder, coçar, ficar sensível e avermelhado no primeiro dia, mas até o terceiro deve melhorar. Infecção é quando tem um agente externo, como bactérias, vírus ou fungos. Aí não tem jeito: precisa de remédio para matar esses bichinhos.

Tentei tomar todos os cuidados que me foram passados (passar pomada, cobrir com plástico os primeiros dias) mas continuava ardendo muito. Quando passou uma semana e continuava ardendo, saindo pus e quente, sem nem sequer formar as casquinhas, voltei para o tatuador.

Ele disse que eu estava passando a pomada errada.

Isso não me deixou satisfeita então passei pela consultoria do Twitter, rs, que me disse a única coisa que vou recomendar nesse post: vá ao hospital. E eu fui.

Nem me deram nada para tomar lá. Me deram 7 dias de antibiótico (que só um médico pode prescrever, de qualquer forma) e me orientaram a manter o local limpo e seco. Isso fez as casquinhas sangrarem um pouco no primeiro dia. No terceiro, já estava tudo bem. E que a culpa não foi comida nem sol, foi sujeira mesmo. Seja do tatuador ou dos meus primeiros dias de cuidado.

Alguns pedaços vão ficar falhados. Meu medo era de fato deformar a imagem, mas parece que isso não vai acontecer.

Não culpo o profissional nem o estúdio; tanto que a tatuagem do Eduardo tá maravilhosa e não deu nada. Acho que tive “azar”. Se isso acontecer com você, vá ao pronto-socorro para que o médico lhe dê remédio. Infecção e antibiótico não são brincadeira.

Tag: Livros

Uma das coisas que mais gosto na blogosfera moleque, na blogosfera de raiz, são essas tags. Acho muito divertido. Antigamente chamávamos isso de meme, e os memes não eram memes ainda. Bons tempos.

A Lec me tagueou nessa de livros. Apesar de eu já ter falado muito sobre meus livros do ano passado, é bom relembrar e focar algumas questões.

2014

1. Um livro que te surpreendeu em 2014?
A trilogia A Seleção. Estava com medo de ser apenas mais um conto de fadas. É bem escrito? Mais ou menos. É bom? Não. Não é sequer a melhor trilogia que li no ano. Mas achei que fosse ser pior, e foi bacana.

2. Um livro que te decepcionou em 2014?
Todos os oito. fucking. livros. de Artemis Fowl. A série envelheceu muito mal.

3. A melhor adaptação que você viu em 2014?
Jogos Vorazes, sem dúvida, mas não sou muito de cinema.

4. Um livro que não conseguiu terminar em 2014?
Vou colocar 3001. Porque o ano acabou antes de eu conseguir terminar de ler e porque do meio pra frente ficou muito chato e acabei desistindo.

5. Quantos livros você conseguiu ler em 2014?
A espantosa marca de 41,5 livros. Eu morava muito longe do trabalho e adoro ler no ônibus. Engatar trilogias e coleções foi outra estratégia para ser tantos assim.

2015

6. Um livro que você está ansiosa para o lançamento em 2015?
Gente, tô totalmente por fora. Geralmente pego séries que já acabaram de escrever então não sei.

7. Um (ou mais) desafio que se dispôs a participar em 2015?
Eu pensei em fazer o mesmo que a Lec. Achei a proposta muito bacana. Mas não estou conseguindo ler muito em SC e detesto ler forçada (traumas / dramas). Então nenhum.

8. A adaptação mais aguardada por você em 2015?
Jogos Vorazeeeeessss! O que eu vou chorar nesse filme não tá no gibi!

9. Uma leitura que pretende retomar em 2015?
Terminar o 3001, pelo menos.

10. Três livros da sua Meta para 2015?
Olha. Eu gostaria de ler A Fundação, do Asimov. Também quero ler O Andar do Bêbado, que já comecei mas… E finalmente, o livro de Star Wars (capts I, II e III, que obviamente são os que vem DEPOIS do IV, V e VI, mas ainda não achei o livro da primeira parte, então vou começar pela segunda.)

Seria legal ver a Sybylla, o Sandro e o Pôlo participando 🙂

Foto de Patrik Goethe.